É natural esperar que órgãos e empresas ligados à inteligência tenha um cuidado extra para proteger as informações coletadas pela web, mas nem sempre isso acontece. O Departamento de Defesa dos Estados Unidos (popularmente conhecido como Pentágono) se tornou a mais recente prova disso, após deixar públicos dados coletados de 1,8 bilhão de postagens.

Quem descobriu o problema foi a companhia UpGuards, que notificou as autoridades em 1º de outubro e revelou o ocorrido em uma postagem no último sábado (18). De acordo com os pesquisadores, os dados estavam guardados em um servidor malconfigurado da Amazon Web Services e incluem informações coletadas a partir de 2009.

Apesar da amplitude da quantidade de dados, aparentemente não há qualquer informação sensível registrada no conjunto, o que diminui um pouco a gravidade da situação. Os responsáveis por descobrir a falha também não sabem informar se algum invasor teve acesso aos dados antes de o problema ser corrigido e as portas serem fechadas pelo Pentágono em outubro.

UpGuards notificou o Pentágono em 1º de outubro, e o erro foi rapidamente corrigido, segundo as autoridades

Ainda conforme a postagem feita pela UpGuards, a maioria dos dados consistia basicamente de informações postadas na internet sobre os terroristas do autoproclamado Estado Islâmico (ISIS), comentários feitos na página oficial do Facebook do político paquistanês Imran Khan e outras informações públicas. Materiais envolvendo postagens de pessoas dos EUA sobre o Papa Francisco e até mesmo sobre alguns artistas também estavam no bolo.

Mesmo com a reconfiguração do servidor por parte das autoridades dos EUA, a Amazon adicionou recentemente um novo recurso para informar de maneira clara o responsável por um servidor que o seu conteúdo está disponível publicamente. Assim, é possível que erros desse tipo não se repitam no futuro, seja no Pentágono ou não.

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