Google bloqueou os textos de vários usuários do Google Docs nesta terça-feira (31). De acordo com a Gigante das Buscas, eles teriam violado os termos de serviço da plataforma, entretanto, os donos dessas contas negaram conduta que vá contra as regras da empresa e afirma que o conteúdo continha tópicos como crimes, pós-socialismo na Europa Oriental e discussões acadêmicas.

Google alega que um código de proteção contra vírus e malwares marcou incorretamente o material

Depois desses os episódios chegaram ao Twitter, os um porta-voz da companhia afirmou que “estavam investigando relatórios sobre problemas com o Google Docs”. Mais tarde, ela enviou ao Engadget um comunicado oficial sobre o ocorrido:

"Nesta manhã inserimos código que marcou incorretamente uma pequena porcentagem do Google Docs como abusivo, o que fez com que esses documentos fossem automaticamente bloqueados. Uma correção foi instalada e todos os usuários devem ter acesso total aos seus documentos. Proteger os usuários de vírus, malwares e outros conteúdos abusivos é fundamental para a segurança do usuário. Pedimos desculpas pela interrupção e colocaremos os processos em prática para evitar que isso aconteça novamente.”

Episódio levanta a questão sobre o monitoramento em tempo real

Que as grandes companhias estão de olho em tudo o que postamos na web, todo mundo já sabe. Aliás, nos próprios termos de serviço a Google deixa bem claro que o material fica sob seus domínios para ela fazer quase tudo o que quiser com isso, inclusive invadir sua privacidade.

Companhia possivelmente teve ajuda da inteligência artificial para identificar palavras-chave em sua nuvem

"Isso inclui informações como seus dados de uso e preferências, mensagens do Gmail, perfil G +, fotos, vídeos, histórico de navegação, pesquisas de mapas, documentos ou outros conteúdos hospedados no Google. Nossos sistemas automatizados analisam essas informações à medida que são enviadas e recebidas e quando está armazenado”, diz a companhia de Mountain View.

Computação em nuvem

Ainda que a justificativa tenha sido para “proteger os usuários de vírus e malwares”, fica evidente que estamos sendo monitorados constantemente nos serviços de nuvem e em tempo real — possivelmente com a ajuda da inteligência artificial e da máquina de aprendizado, que podem identificar palavras-chave consideradas “ameaçadoras”.

Por isso, vale a discussão sobre até que ponto é preciso rever os Termos de Serviço e as próprias ações da empresas em tempos de constante evolução das redes neurais digitais e a computação em nuvem.

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