Faz algum tempo que hackers estão mexendo com os sistemas de segurança automotivos. Na Europa, a invasão desses sistemas é uma realidade e, por causa disso, os roubos de veículos estão aumentando. Não importa qual é o sistema conectado — seja alarme, bloqueador ou entrada sem chave física — há uma brecha sendo explorada em cada um deles.

O número de roubos cresceu de 65.783 carros em 2013 para 85.688 em 2017

Como nota o Express, um estudo divulgado no começo de 2017 mostrou que 110 modelos de carros que rodam no Reino Unido podem ter o sistema de entrada sem chave hackeados em questão de segundos. Para realizar o hack, tudo que um criminoso precisa é estar a menos de 100 metros do veículo e possuir um transmissor.

Agora, uma pesquisa da RAC indica que o número de roubos na Inglaterra e no País de Gales cresceu de 65.783 carros em 2013 para 85.688 em 2017 — e ainda faltam uns bons meses para o ano terminar. "Os avanços na tecnologia causaram uma queda significante no número de roubos se compararmos com 2002, que era de 300 mil em um ano. Contudo, o número voltou a crescer a partir de 2013", comentou Mark Godfrey, diretor da RAC Insurance.

Se as fabricantes não tomarem a liderança na resolução desse problema, os governos poderão se tornar mais proativos

Os efeitos do aumento de roubos já estão surgindo: o preço para seguro automotivo está crescendo na Europa, principalmente para carros conectados. Segundo o relato, o principal problema e atração para hackkers maliciosos está em veículos que não possuem chaves físicas para entrada ou ignição.

"A tecnologia de segurança para carros está avançando rapidamente, mas sempre é uma 'queda de braço' contra os criminosos. No mesmo passo em que os veículos se tornam mais conectados, eles também se tornam mais vulneráveis para ciberameaças. Se as fabricantes não tomarem a liderança na resolução desse problema, os governos poderão se tornar mais proativos nas atualizações", comentou a RAC.

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