O sistema de autopublicação na plataforma do Kindle é uma ótima forma de novos escritores estrearam romances, livros acadêmicos ou manuais. Só que tem muito criminoso usando essa plataforma para ganhar dinheiro de forma ilícita — e a Amazon está na cola deles.

Segundo o site Cnet, quatro processos foram registrados pela companhia só na última quarta-feira (6) com o objetivo de condenar quatro fraudadores. Eles estavam usando brechas ou sistemas ilegais no sistema da Amazon para lucrar.

O caso mais recente é de janeiro deste ano. O acusado se apresentava como Nilmer Rubio, é morador das Filipinas e abordava autores prometendo aumentar rapidamente os lucros de quem publica um livro via Kindle. Para isso, ele mantinha um sistema que ampliava artificialmente o número de páginas que consumidores leram daquela publicação — um valor que é usado pela Amazon na divisão de royalties.

Rubio levaria um percentual desses pagamentos e criou "centenas" de perfis diferentes para abordar autores.

Nos outros processos, estão casos de criminosos que vendiam resenhas falsas em livros para melhorar a reputação e também um esquema que fazia com que livros subissem mais rapidamente para o topo dos rankings de mais vendidos da Amazon. Todos foram desativados e a empresa está sempre de olho para identificar novas variantes.

Posicionamento da companhia

"As notícias de hoje refletem outro passo em nossos esforços de proteger leitores e autores de indivíduos que violam nossos termos de serviço e manipulam programas em que eles confiam", disse um porta-voz da Amazon ao site. A empresa ainda reforça que só "uma pequena minoria" da comunidade faz parte do grupo de fraudadores.

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