Os drones se tornaram, recentemente, uma das mais importantes armas dos exércitos do mundo todo, especialmente dos Estados Unidos. Com essas unidades, as forças armadas podem realizar reconhecimentos de locais perigosos e até organizar ações letais sem colocar em risco a vida de soldados.

Conforme foi relatado pelo site sUAS News, especializado em drones, um memorando do exército norte-americano pediu que o uso de drones da marca DJI pelas unidades das forças armadas fosse descontinuado. A medida tem como motivo o aumento do risco de vulnerabilidades cibernéticas com produtos da empresa chinesa.

Memorando do exército norte-americano

Negócio arriscado

Até a data desse memorando, tanto o exército quanto a marinha dos Estados Unidos utilizavam mais de 300 dispositivos da DJI. Nos casos de drones comuns, acessíveis ao público normal, a DJI armazenava em servidores nos EUA, China e Hong Kong informações pessoais dos usuários, indo de dados dos usuários até às fotos e vídeos produzidos com os dispositivos, passando pelo posicionamento exato das aeronaves.

A empresa chinesa afirmou que está 'surpresa e desapontada por ler relatos sobre a restrição repentina do Exército dos EUA sobre os drones da DJI'

Ainda em maio desse ano, a sUAS News publicou uma denúncia que mostrava que esses dados registrados pelos drones civis da DJI chegavam a ser acessíveis por meio de uma simples procura na ferramenta de busca da Google, tudo sem consenso dos usuários.

Não se sabe se existe alguma ligação entre esse vazamento de informações pessoais de civis e o motive real para o exército norte-americano ter banido imediatamente o uso dos drones da DJI. Ao ser procurada, a empresa chinesa afirmou que está “surpresa e desapontada por ler relatos sobre a restrição repentina do Exército dos EUA sobre os drones da DJI, pois não fomos consultados durante essa decisão”. A DJI relatou também que vai entrar em contato com a instituição militar para maiores esclarecimentos.

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