A infestação de malwares nos sistemas operacionais sempre foi algo a ficar atento – e com razão. Os alvos, geralmente, são os usuários do Windows, que acabam precisando investir em um ou dois antivírus que cumpram bem o seu papel, deixando o computador seguro para a navegação e instalação de softwares.

Muitos migraram para Mac ou Linux para respirar aliviados e dormir tranquilos, visto que ambos são sistemas conhecidos pela teoria de serem livres de malwares. Acontece que eles são mesmo mais seguros, mas um mínimo de cuidado nunca é demais, pois as ameaças são raras, porém existem e estão circulando por aí. Separamos abaixo algumas dicas de como manter a sua máquina sempre segura usando o Linux:

1. Mantenha o sistema operacional sempre atualizado

As atualizações de software, mesmo mínimas, são de extremamente importância para que o seu computador permaneça seguro. Muitas vezes, a companhia libera updates diariamente, mas fique tranquilo, pois o recomendado é que a atualização seja feita ao menos uma vez a cada duas semanas. Caso você prefira manter a versão que está utilizando, selecione para atualizar o seu Kernel ao mínimo possível.

2. Evite se conectar a redes desconhecidas

A regra é clara: não confie em redes wireless estranhas. Essas conexões são como um parque de diversões para os cibercriminosos, por causa de suas extremas vulnerabilidades. Com o software certo, os bandidos podem facilmente invadir um tráfego de conexões e escolher a sua próxima vítima.

As VPNs (redes virtuais privadas) são as melhores soluções para evitar esses tipos de ataques. Para usá-las no Linux, confira se a versão do seus sistema operacional tem os pacotes corretos instalados. Muitos usuários domésticos costumam utilizar os protocolos OpenVPN ou IPsec, enquanto os corporativos optam pelo Cisco’s AnyConnect.

Usuários de Linux também podem configurar a sua própria VPN em casa: basta consultar a base de dados da distribuição instalada para ter certeza de que escolherá o plugin ideal. Caso tenha alguma dúvida, existe um manual que ensina passo a passo como se conectar a uma VPN usando o desktop Gnome 3.

3. Fique sempre na defensiva

Tome cuidado para que estranhos não se conectem pela da sua rede, então faça questão de instalar um firewall e descobrir se ela está protegendo o seu computador dessas ameaças. Usuários de Linux dispõem de algumas ótimas opções para isso, como o Fedora’s Firewalld. A ferramenta é fácil de usar e está disponível por diversas distribuições através do software Gnome e outros. Outra sugestão é o Gufw, que também cumpre o seu papel, mas não é tão simples de usar quanto a primeira opção.

4. Escaneie a máquina com antivírus com certa frequência

Como já foi citado no começo deste artigo, existem sim ameaças para Linux, mesmo não sendo tão frequentes como acontece no Windows. Então, tome cuidado! Embora os vírus para Windows não sejam perigosos para um computador Linux, uma máquina com o sistema operacional Linux instalado pode ser uma perigosa transportadora de malwares escondidos em arquivos executáveis, documentos e scripts.

Com a popularidade do Linux e de servidores parecidos com Unix, a plataforma vem se tornando cada vez mais suscetível a se tornar alvo de vírus, porém as soluções existentes foram criadas apenas para os ambientes corporativos, deixando o consumidor doméstico de lado.

A saída, então, é optar por alternativas open-source, como o ClamAV. O programa é gratuito, mas exige do usuário uma configuração correta antes de começar a utilizar de maneira efetiva.

5. Faça o bom e velho backup

Se existe um conselho que nunca deve ser deixado de lado, é o clássico “sempre faça backup”. A prática evita que o usuário perca não só dinheiro com a recuperação de documentos, como também toda a configuração do computador, precisando refazer tudo do zero.

Como a maioria dos softwares utilizados no Linux são baixados de maneira gratuita na internet, todos os seus dados e arquivos de configurações são de grande importância para a máquina. O Linux conta com diversas opções de programas de backup, como o rsync, mas o que realmente importa nessa situação não é como fazer, mas sim com que frequência.

Apesar de o Linux parecer um sistema operacional indestrutível para alguns usuários, ele está longe disso. Então, siga os passos acima para evitar dores de cabeça futuras e esteja sempre alerta para qualquer irregularidade na sua máquina.

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