Durante a conferência de segurança DEF CON deste ano, os pesquisadores Anthony Rose e Ben Ramsey mostraram que as ditas “fechaduras eletrônicas” disponíveis no mercado falham miseravelmente em sua única intenção, que é manter algo protegido ou inacessível. Segundo eles, é possível explorar facilmente brechas na tecnologia Bluetooth para abrir uma porta que confia em uma solução do tipo.

Para provar seu ponto, a dupla conseguiu desbloquear produtos de marcas como Quicklock, iBlulock, Plantraco, Ceomate, Elecycle, Vians, Okidokey e Mesh Motion usando métodos semelhantes. Isso deve gerar bastante preocupação em quem adquiriu uma ferramenta do tipo, ainda mais levando em consideração que usar um smartphone para hackear algo causa muito menos suspeita que tentar abrir uma fechadura convencional usando uma gazua.

usar um smartphone para hackear algo causa muito menos suspeita que tentar abrir uma fechadura convencional

Apesar de os pesquisadores não terem conseguido destravar uma tranca da August — uma das marcas mais populares do segmento —, pouco tempo depois outros profissionais da área demonstraram que elas também têm vulnerabilidades. As descobertas são especialmente importantes em um momento em que diversas fabricantes apostam na “Internet das Coisas” como um segmento importante para o futuro da tecnologia.

Em um universo no qual produtos como lâmpadas, fechaduras e outros sistemas “inteligentes” contam com departamentos de segurança menores que os uma empresa como a Apple ou a Samsung dedicam a seus smartphones, assegurar que produtos são “à prova de hacks” se torna uma tarefa bem difícil. Dessa forma, fica a esperança de que essa se torne uma verdadeira preocupação das fabricantes do meio antes que produtos do tipo se tornem realmente populares.

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