Embora as revelações de Edward Snowden tenham forçado a NSA a rever algumas de suas atitudes, a agência norte-americana ainda possui um grande poder de espionagem. Em uma entrevista concedida recentemente à NBC News, o ex-agente lembra que, desde 2006, o órgão consegue invadir smartphones, mesmo quando eles estão desligados.

“Eles absolutamente podem acessar esses aparelhos enquanto eles estão desligados”, afirmou Snowden. A técnica utilizada não é exatamente nova, sendo empregada pelo FBI desde a metade dos anos 2000 — chegando a ser considerada uma prática legal em 2006. Embora na época o mercado de smartphones fosse praticamente inexistente, não há indícios de que a técnica tenha sido abandonada e de que ela não tenha sofrido transformações com o passar do tempo.

Problema antigo

Uma matéria publicada pelo site CNET em 2006 já alertava sobre o problema. “Celulares da Nextel e Samsung e o Motorola Razr são especialmente vulneráveis a downloads que ativam seus microfones”, disse James Atkinson, um consultor de contravigilância que trabalhou próximo a agências governamentais. “Eles podem ser acessados remotamente para transmitir o áudio de um ambiente a qualquer momento”, publicou o site.

A principal diferença entre esse passado atual e o momento atual é que agora andamos por todos os cantos com aparelhos equipados com câmeras de alta resolução, o que ajuda a facilitar o trabalho de espionagem. A única maneira segura de evitar ser vítima desse método, segundo a Wired, é retirar a bateria de seu aparelho durante a realização de conversas confidenciais ou apelar para soluções como o “modo DFU” presente em dispositivos iOS.

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