(Fonte da imagem: Reprodução/Washington Post)

Como resultado da necessidade de corrigir a falha Heartbleed, a internet pode se tornar mais lenta em âmbito mundial nas próximas semanas. Conforme empresas repararam sistemas de criptografia em centenas de milhares de sites de forma simultânea, os usuários comuns devem ter que lidar com tempos maiores de espera na hora de acessar conteúdos.

O estudo do problema revelou que ele era bem mais complexo e ameaçador do que os especialistas em segurança acreditavam em um primeiro momento. Além de revelar senhas supostamente protegidas, o bug permitia que hackers habilidosos criassem páginas falsas extremamente convincentes, usadas como forma de obter informações confidenciais.

“Imagine se descobríssemos que todas as portas que todo mundo usa são vulneráveis — todas elas podem ser invadidas”, explicou ao Washington Post o especialista em ciber segurança Jason Healey. “O tipo de coisa ruim que pode ser feita é limitado somente pela imaginação de pessoas mal-intencionadas”, complementa.

Agindo impunemente durante dois anos antes de ser descoberto, o Heartbleed explora uma brecha no protocolo OpenSSL, usado em larga escala para proteger dados considerados sensíveis. Estimativas indicam que o bug infestou dois terços da internet, o que obrigou usuários a mudar senhas de serviços como o Google, Yahoo! e Facebook, entre outros grandes nomes.

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