(Fonte da imagem: Reprodução/Cleanzone)

Se você é uma pessoa ligada em segurança digital, sabe que uma das melhores maneiras de proteger uma mensagem ou arquivo, por exemplo, é por meio da criptografia. Utilizando esse método, você impede que pessoas acessem informações utilizando de força bruta — e isso quer dizer que elas não conseguem desvendar o código eliminando todas as alternativas possíveis através de erros e acertos, já que isso levaria bilhões de anos mesmo com um PC.

Contudo, uma novidade descoberta por engenheiros do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (mais conhecido pela sigla em inglês, MIT) e da Universidade Nacional da Irlanda, fez com que a criptografia fosse considerada menos segura do que se pensava. Tudo começou com um estudo de como a linguagem funciona, sendo que os caracteres devem ser colocados em sequência para que signifiquem alguma coisa.

Questão de ponto de vista

A vantagem da criptografia é a “bagunça” que ela faz nesses caracteres, fazendo com que a informação fique o mais disforme possível, resultando em um processo de decodificação realmente complicado. Dessa maneira, a relação entre o código avaliado e a real mensagem é extremamente difícil de ser identificada — problema “impulsionado” pelo conceito de entropia que era usado desde a década de 1950.

No entanto, o pessoal do MIT e da Universidade Nacional da Irlanda começou a utilizar outros tipos de entropia — que, em uma explicação "curta e grossa", é uma maneira diferente de se encarar a linguagem. Eles podem fazer isso partindo do pressuposto de que a letra mais repetida do inglês (a E) também seria o símbolo mais repetido em uma criptografia, fazendo com que o código fique consideravelmente mais fácil de ser desvendado (e isto é somente uma das possibilidades).

Resultados bem diretos...

(Fonte da imagem: Reprodução/FNBC)

É lógico que essa ideia é um pouco rudimentar, por assim dizer, mas partindo de novo “ângulos” os computadores podem trabalhar por meio de força bruta e fazer com que a criptografia seja quebrada em menos tempo. Com isso, no lugar de bilhões de anos, o processo de descoberta iria levar milhões — substituindo o “impossível” por “praticamente impossível”, o que é um avanço considerável.

A descoberta pode parecer muito simples, mas ela é realmente difícil de ser aplicada. Além disso, os resultados obtidos podem fazer com que diversos sistemas de segurança sejam revistos, já que criptografias mais simples podem ser quebradas com maior facilidade — coisa que pode prejudicar a sua senha do cartão de crédito, por exemplo. Com isso, a pesquisa vai ser de grande ajuda para fazer com que a criptografia seja ainda mais imbatível.

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