(Fonte da imagem: Reprodução/Wired)

Caso você se torne um funcionário da IBM, não é preciso se preocupar em trazer o seu iPhone para o trabalho. Porém, caso você decida utilizar o assistente por voz Siri, pode se meter em sérios problemas. O motivo para isso é simples: medo de que conversas confidenciais estejam sendo ouvidos pela Apple.

Todas as informações enviadas para o Siri são processados em um centro de dados em Maiden, na Carolina do Norte. Como não há qualquer esclarecimento aprofundado sobre a forma como informações relacionadas a mensagens de email, pesquisas na internet e outras atividades são realmente utilizadas, a empresa optou por se precaver contra possíveis roubos através do sistema.

A decisão de banir o serviço foi feita pela CIO da empresa, Jeanette Horan. Em uma entrevista ao periódico Technology Review, ela afirmou que a companhia está preocupada com o fato de que conversas entre seus funcionários podem estar sendo armazenadas em algum lugar.

Jeanett parece realmente ter motivos para se preocupar, ao menos no que diz respeito aos termos de serviço do Siri. Ao utilizar o aplicativo, os consumidores concordam com uma clausula que estipula que todas as palavras que eles falam podem ser enviadas para a Apple, que em seguida vai convertê-las na forma de textos.

Preocupações com a privacidade

Edward Wrenbeck, o líder de projeto do aplicativo original do Siri, eventualmente adquirido pela empresa de Cupertino, afirma que a privacidade sempre foi uma das preocupações principais de seus criadores. Em uma declaração à Wired, ele afirma que a situação enfrentada pelo sistema é a mesma de muitas companhias da internet.

 Ele acredita que o armazenamento de dados não é algo com que as pessoas devam se preocupar nesse momento, já que o método de ação da Apple não é exatamente único. Porém, basta lembrar que companhias rivais, como a Google, não tem o mesmo nível de acesso a informações pessoais — além de listas de contato, o Siri tem acesso a todas as mensagens de voz e emails de seus usuários.

Fontes: Wired, Technology Review

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