Na noite de quinta-feira (9), tomou conta das redes sociais a notícia de que um homem vindo da Guiné com suspeita de ebola foi internado em Cascavel, no interior do Paraná. Junto com as postagens que questionavam a veracidade da informação ou demonstravam medo de que a epidemia se espalhasse pelo Brasil, surgiram também comentários racistas.

Conforme pode ser visto na imagem da BBC que mostra a nuvem das palavras mais utilizadas no Facebook, o termo que apareceu mais vezes associado a “ebola” foi “preto”, indicando que os usuários da rede social fizeram uma relação entre o vírus e a cor da pele.

O Twitter também registrou uma enxurrada de mensagens ofensivas direcionadas à população africana e aos negros em geral. Mensagens preconceituosas como “Fiz um café tão preto que já passou ebola pra 4 canecas aqui em casa” e “Preto parado é suspeito, correndo é ladrão, tossindo é bola” são repetidas em tom de “piada”.

Outros tweets são ainda mais maldosos. Comentários como “ebola é coisa de preto”, “o cara trouxe o ebola pro brasil e depois não querem que falem mal de preto” e “filha de uma p*** aquele preto com ebola duzinferno passou pelo oeste de Santa Catarina” foram enviados ao Twitter de forma pública e podem ser facilmente encontrados.

Na madrugada desta sexta-feira, o homem com suspeita de ebola foi transferido para um hospital no Rio de Janeiro. Segundo o ministro da Saúde, Arthur Chioro, o resultado do exame que pode confirmar ou refutar a doença sairá amanhã. O ministro ainda confirmou que o paciente não apresentou hemorragia, diarreia ou vômito – sinais que indicariam uma infecção pela temida doença.

Via Em Resumo

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