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As mulheres paulistanas que bebem mais são aquelas que possuem maior tempo de estudo. A relação direta entre o nível de escolaridade e o consumo de álcool feminino foi comprovada por um estudo publicado neste mês na revista científica Clinics.

Para chegar a essa conclusão, pesquisadores do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (IPq – HC) entrevistaram 1.464 pessoas, avaliando como cada gênero se comporta em relação à ingestão de bebidas alcoólicas. Essa foi a maior abordagem epidemiológica do tipo já feita em São Paulo.

O resultado revelou que as mulheres com maior escolaridade não apenas bebem mais, mas também possuem um risco maior de ter problemas ligados ao álcool.

A pesquisa conclui ainda que há quinze anos, enquanto sete homens bebiam, apenas uma entre elas possuía o mesmo hábito. Hoje, o quadro já é bastante diferente: para cada mulher que consome álcool, a proporção masculina diminuiu para 1,2.

O estudo revelou que o aumento do consumo de bebidas alcóolicas entre as mulheres está relacionado às cobranças sociais. Com suas conquistas, o público feminino precisa exercer o papel de esposas, mães e profissionais. Assim, principalmente aquelas que têm maior nível de escolaridade sofrem mais com as pressões de serem independentes e o álcool acaba representando uma forma de fugir do stress causado por essas responsabilidades.

Os pesquisadores explicaram ainda à publicação que, quanto mais instruídas elas forem, maiores serão as chances de se socializarem, o que também aumenta o número de oportunidades de beber.

Como eles se comportam?

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O estudo também constatou que os homens recorrem aos drinks para aliviar a tensão. Apesar disso, o comportamento deles em relação ao álcool é totalmente diferente.

De acordo com a pesquisa, entre o público masculino, quem bebe mais estudou menos. Isso porque no caso deles, a escolaridade é um fator de proteção ao álcool, já que os mais instruídos conhecerão melhor os malefícios do álcool para a saúde.

Assim, o contexto é inverso ao do sexo feminino. Quanto maior o tempo de estudo, menor será o consumo de bebidas e, consequentemente, os casos de alcoolismo nesse público serão menores.

Atenção ao alcoolismo feminino

A pesquisa ainda faz um alerta. Segundo os especialistas, a maioria das campanhas de conscientização em relação aos problemas com o consumo alcóolico está voltada aos homens. No entanto, é preciso mudar esse fato para que as mulheres que identificarem a dependência alcoólica tenham mais facilidade de buscar ajuda.

Isso seria fundamental pois, além do aumento gradativo da ingestão de bebidas entre elas, os efeitos do álcool no corpo feminino são mais agressivos, por diferenças químicas. As mulheres produzem a enzima que digere a substância em menor quantidade, tornando-a menos resistentes e mais vulneráveis.

Via TodaEla

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