Embora o crescimento na disponibilidade de conexões e sinais de celular sejam vistos como positivas pela maioria das pessoas, um grupo de americanos não vê a situação de maneira tão positiva. Pessoas que sofrem de hipersensibilidade eletromagnética encontraram na Virgínia Ocidental um refúgio contra as dores de cabeças provocadas por redes Wi-Fi e sinais de celulares.

A doença, que ainda não é reconhecida formalmente pela Organização Mundial de Saúde, fez com que pessoas como Diane Shou fossem forçadas a rever completamente suas vidas. Sofrendo de dores constantes, a americana foi obrigada a deixar o marido e os filhos em Iowa e se mudar para a cidade de Green, local livre de redes de celular e conexões com a internet.

Ausência de sinais eletromagnéticos

Os motivos que tornam a região um verdadeiro oásis para quem sofre de hipersensibilidade eletromagnética são os telescópios instalados na área. Como redes de telefonia e internet podem gerar interferência nos resultados obtidos, foram estabelecidos métodos para impedir sua implementação na área ao redor.

Pesquisas apontam que 5% da população norte-americana sofrem com o problema, situação que só deve aumentar com o desenvolvimento de redes cada vez mais abrangentes e eficientes. Porém, não são todos que acreditam na existência da doença – caso do professor Bob Park, da Universidade de Maryland. Segundo ele, o maior problema enfrentado pela tecnologia é a falta de educação das pessoas, que em sua ignorância reagem de forma bastante negativa a qualquer avanço tecnológico.

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