Não há dúvidas de que o Galaxy S5 está longe de ser o maior lançamento da história recente da Samsung, mas, até agora, não havia dados concretos sobre a quantidade de vendas do aparelho. De acordo com The Wall Street Journal, entretanto, a coreana teria vendido 40% menos unidades do seu top de linha do que era originalmente esperado pela companhia.

Fora isso, nos três primeiros meses depois do lançamento do Galaxy S5, a empresa teria vendido 12 milhões de unidades, 4 milhões a menos que o registrado para o Galaxy S4 no mesmo período. Antes de lançar o seu top de linha para 2014, a Samsung tinha dito que o GS5 seria um smartphone completamente repensado e simplificado. Claramente, isso não foi cumprido e, ao que parece, a Samsung está sendo afetada por essas escolhas.

No que diz respeito a lucros e receitas, a situação da Samsung parece ainda pior. Comparando o último trimestre fiscal deste ano com o mesmo período de 2013, a empresa registrou ganhos 60% menores. Apesar de os valores ainda serem astronômicos, esse é um dado que os investidores da marca não esperavam ver. Por conta dessas situações acumuladas, a empresa parece ter entrado em crise. Mesmo assim, só o balanço anual da companhia é que trará dados mais claros sobre isso.

Reestruturação

Apesar de o setor mobile da coreana estar sofrendo no mercado de smartphones, a Samsung não deseja continuar em crise por muito tempo. De acordo com The Wall Street Journal, já existem planos para reestruturação da empresa a partir do topo da cadeia de comando.

O presidente do setor mobile, J.K. Shin, poderia ser substituído por B.K. Yoon, atual presidente do setor de TVs da marca. Kwon Oh-hyun ficaria supervisionando o setor de semicondutores e displays. Nesse possível cenário, Shin não teria mais um posto de comando na Samsung.

Outra troca de cadeiras que pode haver na Samsung está relacionada à mesa diretora. O chefe da Lee Kun-hee está bastante doente por conta de um ataque cardíaco que sofreu recentemente e, no seu lugar na companhia, seu filho, Jay Y. Lee deve assumir o posto.

A coreana já comentou em 2014 que deve realizar também uma total reforma em seu portfólio de smartphones e tablets para o ano que vem. Contudo, isso deve significar apenas menos lançamentos e aparelhos com acabamento melhor, como os Galaxy Alpha e Note 4. Uma reestruturação de software, entretanto, o que os fãs da marca realmente esperam, pode estar mais longe de acontecer.

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