A Samsung recentemente emitiu um relatório alegando problemas nas condições de trabalho em suas fábricas, a maioria relacionada com segurança e falta de equipamentos adequados.

Isso já era ruim, mas uma nova denúncia pode piorar ainda mais a imagem da companhia: segundo a ONG China Labor Watch, que fiscaliza as condições de trabalho no país asiático, uma das fábricas da companhia utiliza menores de idade como empregados em linhas de produção — algo que era negado pela gigante no tal documento.

A fábrica vítima da denúncia é a Shinyang Electronics, na província chinesa de Dongguan. Lá, como a contratação é feita por períodos, as políticas de efetivação atendem as demandas — e, quando há necessidade urgente ou os prazos estão estourando, o local procura sem problemas o trabalho infantil por meio de crianças e jovens estudantes menores de idade.

Eles trabalhariam por períodos curtos, de três a seis meses, mas com expedientes de 11 horas diárias sem adicionais, como seguro de vida ou horas extras. Esses "estagiários" normalmente desvinculam-se totalmente da fábrica após o fim da demanda de trabalho — e, além de empregar menores, a Shinyang viola ainda outros princípios, como falta de treinamento prévio para lidar com materiais perigosos, discriminação, assinaturas de contratos em branco, fraudes fisais e outras irregularidades.

Até agora, a Samsung não se pronunciou sobre a denúncia.

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