O final de 2016 foi difícil para a Samsung: a série de explosões nas baterias da linha Galaxy Note 7 gerou não só a desconfiança do consumidor — e muitos memes — como a Sammy teve que gastar uma grana alta para apagar esse fogo. A decisão fácil de matar a linha e partir para um novo nome não foi feita, então a Samsung, via chefe de marketing Marc Mathieu, veio a público explicar qual foi a estratégia empregada para manter viva a marca Note e lançar o Note 8 neste ano.

"Estávamos recebendo propaganda negativa e gratuita toda vez que alguém embarcava em um avião — e não precisávamos disso", comentou Marc ao MW sobre o banimento de aparelhos Note 7 em várias companhias aéreas pelo mundo.

As marcas precisam criar a sua própria cultura

Para dar a volta por cima, o executivo disse que foi necessário "humanizar" a marca. Para isso, o foco mudou de hardware e recursos para confiança do consumidor. Ao lado de vários fãs da marca, o marketing fez um trabalho de dizer ao público mais sobre a qualidade das peças e o novo processo rigoroso de fabricação por trás de todos os produtos da Samsung.

Em uma das peças publicitárias, a Sammy deixou clara a seguinte mensagem: "Fazemos produtos que, em teoria, não poderiam ser feitos. Isso para que as pessoas possam fazer coisas que nunca puderam antes".

"As marcas precisam criar a sua própria cultura, mas elas também precisam criar algumas iniciativas que permitem aos marketeiros tomarem alguns riscos", comentou Marc.

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