O que você imagina que existe depois de 700 metros de gelo na Antártica? Mais gelo? Água? Algumas bactérias? Bom, o robô Deep-SCINI foi enviado para explorar uma região remota, cerca de 740 metros abaixo da superfície glacial, e encontrou novos crustáceos e pequenos cardumes de peixes.

Esse tipo de vida marinha era uma das últimas coisas que a equipe de cientistas esperava achar nesse território, que está localizado entre muitas camadas de gelo e o fundo do oceano, onde há pouquíssima comida e nenhuma luz do sol. A câmera, que é capaz de suportar profundidades de até 2 mil metros, conseguiu registrar o ecossistema de forma impressionante. Confira no vídeo abaixo:

Como chegar a profundidades tão grandes?

O processo para chegar a este lugar tão remoto não é tão simples quanto parece e não dependeu apenas do robô de exploração. Um tubo de perfuração, que utiliza água quente para cortar, foi essencial para abrir caminho. A profundidade é tão grande que o Deep-SCINI demorou cerca de 45 minutos para chegar no fundo.

O robô teve um desempenho excelente em condições adversas, motivo de comemoração para os cientistas da Universidade de Nebraska. A NASA demonstrou interesse e financiou o projeto, para que, futuramente, sirva para explorar a Europa – uma das quatro luas de Júpiter, não o continente europeu.

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