Cena do filme "A. I. Inteligência Artificial"(Fonte da imagem: Reprodução/SaladeCinema)

Você conhece o termo “singularidade tecnológica”? Caso a sua resposta seja negativa, o Tecmundo explica de forma breve para você. Essa expressão é utilizada por diversos especialistas na área de tecnologia para definir o período em que robôs com inteligência e consciência própria vão começar a povoar a Terra.

Pelo menos em teoria, essas máquinas vão ser utilizadas para auxiliar os seres-humanos nas mais diversas tarefas — vários filmes já retrataram uma realidade parecida com essa, como é o caso de “Eu, Robô” e também “A. I. Inteligência Artificial”. Dessa maneira, os robôs devem trabalhar nas mais diferentes áreas da sociedade em um futuro breve.

Mudanças que são muito rápidas

Essa ideia é defendida por diferentes teóricos e estudiosos pelo simples fato de que a tecnologia se desenvolve em uma velocidade espantosa. Assim como o pessoal do site G1 citou, o primeiro Macintosh foi lançado há 30 anos com uma capacidade de armazenamento 8,4 milhões de vezes menor do que a de um iPhone 5S, sendo que a frequência do processador do antigo computador também é 163 milhões de vezes menor do que a do smartphone.

Sendo assim, pessoas como Raymond Kurweil (um dos diretores de engenharia da Google) acreditam que a singularidade tecnológica deve se tornar algo real em cerca de 30 anos. Nesta época, o executivo acredita que a ciência já vai ser capaz de transferir todo o conteúdo do cérebro de uma pessoa e passá-lo para um robô — ou seja, seria possível “viver” para sempre.

Mas tem gente que discorda...

Vernor Vinge, um dos pesquisadores que defendem a singularidade. (Fonte da imagem: Reprodução/Singularityweblog)

O premiado cientista da computação e professor da matemática Vernor Vinge até mesmo questiona a existência de seres-humanos em um mundo em que tudo é feito de melhor forma por máquinas. Ele até mesmo inclui o entendimento e a reprodução de sentimentos dentro desta lista de atos que seriam feitos de maneira otimizada, por assim dizer.

Apesar de tudo isso ser possível de acontecer no futuro, há especialistas que não são assim tão otimistas. Paul Allen, cofundador da Microsoft, afirma que a tecnologia de hardware está evoluindo de maneira espantosa, mas que o mesmo não acontece com o conhecimento voltado especialmente para a parte de software.

Uma questão de software e de cérebro

Assim como Allen explica, não adiantaria rodar programas com uma tecnologia parecida com a de hoje em dia em um computador superdesenvolvido. É necessário compreender e recriar todo o funcionamento do cérebro humano, sendo que o conhecimento atual é uma “área cuja superfície apenas arranhamos”, nas palavras do próprio executivo.

Por conta disso, Allen e Andrew Ng — professor da Universidade de Stanford e que concedeu entrevista para o G1 — acreditam que isso não vai acontecer dentro de 30 anos, mas em um futuro relativamente distante. No entanto, é claro que não se sabe os saltos evolutivos que a tecnologia pode realizar, de maneira que a afirmação dos dois especialistas não pode ser levada em consideração de maneira extrema.

Você teria medo de tudo isso?

Cena de conflito com máquinas, no filme "Eu, Robô". (Fonte da imagem: Reprodução/TvTropes)

Além de tudo isso, também há estudos que mostram que os humanos podem não receber muito bem uma tecnologia tão avançada quanto a que apareceria na singularidade tecnológica. Tudo pelo simples fato de que as pessoas acabariam encarando com desconfiança e medo aparelhos tão avançados e semelhantes a elas, mudando a maneira como eles são usados — leia mais sobre isso clicando aqui.

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