Quando a festa é no quintal de casa, a Renault sabe que causar uma impressão é praticamente uma obrigação. É por isso que eles preparam modelos sensacionais para o Salão de Paris. É o caso do Trezor, que não é apenas um carro-conceito: é a síntese da paixão em forma de carro.

Achou exagerado? Isso muda quando você ouve a história diretamente do criador do veículo, o chefe de design da Renault, Laurens van den Ackar. Ele explica que tudo começou com outra criação sua, o Dezir, que foi mostrado em 2010: “O Dezir representava um casal se apaixonando – foi amor à primeira vista. Com o Trezor, a história atingiu uma nova fase: ainda é uma história de amor, mas está mais madura”.

O que tudo isso significa? Bem, nas palavras de van den Ackar, quer dizer que o rapaz está prestes a fazer aquela pergunta especial e é justamente por isso que o carro abre movendo quase toda sua porção superior: é para representar uma caixa que guarda uma joia dentro, algo muito especial.

Uau. Só... Uau. Mentes explodiram ao juntar esse conceito com essa imagem:

De qualquer forma, nem só de emoções vive o Trezor: o design futurista do carro-conceito serve para marcar uma nova era no design da Renault, com elementos bastante marcantes, como é o caso dos faróis com uma linha alongada que formam um C e rodeiam entradas de ar mais baixas e uma dianteira bem mais pronunciada.

Esses novos registros visuais devem aparecer de uma forma ou outra nos próximos modelos de produção da marca. Mas não é apenas a dianteira que é marcante: todo o desenho da carroceria de fibra de carbono do Trezor é algo simplesmente admirável e não parece muito deslocado da realidade – mesmo que seja extremamente difícil que ele chegue a virar realidade algum dia.

Se o carro em si é uma incógnita nas ruas, a tecnologia empregada nele com certeza não é: começando pela estrutura de propulsores elétricos do carro, que geram o equivalente a 350 cv de potência e 38 kgfm de torque que são transferidos para as imensas rodas traseiras.

Eles são derivados do sistema e.dams que a Renault utiliza em seus carros da Formula E, que também fornece a função de recarregamento e armazenamento de energia através da frenagem.

A potência é o suficiente para levar o carro de 0 a 100 em menos de quatro segundos e as baterias que alimentam os motores elétricos estão espalhadas na dianteira e traseira do veículo para ajudar na distribuição de peso.

Como já mostrado anteriormente, a peça única do capô, teto, vidros e para-brisa fica suspensa para revelar o interior vermelho – mais uma referência ao conceito passional do veículo. Os bancos são feitos em couro britânico e outros acabamentos são feitos em madeira.

Na parte de tecnologia, o Trezor vem com uma tela OLED que é controlada por outro monitor touchscreen inferior. Outros displays bem menores fazem as partes de controles no próprio volante – o futuro não será feito de botões, ao que tudo indica.

O conceito conta com modo totalmente autônomo de direção, com o volante se moldando automaticamente e permitindo que o condutor e o passageiro tenham uma visão melhor da tela. A iluminação interna indica que o carro está em modo automático.

Se você achou que todo o romantismo de van den Ackar é um exagero, é bom repensar: as vendas da Renault já subiram 15% em 2016 e não dão sinal de que vão recuar tão cedo.

Ah, o amor...

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