Você se lembra da história do menino Ahmed Mohamed, que foi preso na própria escola com uma invenção que era um relógio, mas foi confundida com uma bomba (falsa ou de brincadeira)? O caso aconteceu em setembro, mas o advogado que representa o jovem revelou novos detalhes sobre a prisão.

Em uma carta, o representante contou que a versão relatada pelos fatos não é totalmente precisa. Antes, acreditava-se que uma segunda professora viu o dispositivo, achou que era uma bomba e chamou as autoridades.

Na verdade, de acordo com o advogado, funcionários da escola nunca desconfiaram do aparelho. A tal professora só acompanhou Ahmed até uma sala para interrogatório por cinco policiais e o assistente do diretor. O menino foi obrigado a assinar uma confissão sob o risco de ser expulso da escola — e não pode contatar os pais em nenhum momento. A tal acusação foi retirada depois, mas o estrago já havia sido feito.

"A única razão para a reação exagerada foi que os adultos responsáveis envolvidos irracionalmente acharam que Ahmed era perigoso por causa de sua nacionalidade, origem, raça e religião", diz o documento. A família de Ahmed se mudou para o Qatar em outubro, mas afirmaram que gostariam de voltar aos EUA. A família processou a cidade em US$ 10 milhões e o distrito escolar em US$ 5 milhões, além de exigir uma carta de desculpas ao jovem, que estaria com "trauma psicológico severo".

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