Uma nova rede social originada na Malásia vem ganhando espaço ao redor do mundo por se propor a fazer algo que gigantes como Facebook e Twitter ainda não ousaram: pagar aos usuários por suas postagens. Com o nome Gaption, a novidade foi lançada em junho e já ultrapassou a marca de 20 mil usuários, sendo apenas 30% residentes na Ásia – os demais estão espalhados por diversas regiões, especialmente nos EUA e Europa.

Para ganhar dinheiro no Gaption, os usuários não precisam fazer nada que já não costumam fazer em outras redes sociais, bastando compartilhar atualizações, fotos e links. Usando uma tecnologia própria, a empresa responsável analisa quais conteúdos e atividades de usuários estão resultando em mais cliques em anúncios.

Somando a isso fatores como a qualidade do material postado, a quantidade de interações e o número de seguidores do usuário, a companhia determina quanto cada pessoa pode receber. Embora seja difícil determinar valores gerais, o mais habitual é que o Gaption pague entre alguns centavos ou poucos dólares por semana para seus membros com base na sua popularidade.

Dessa forma, quanto mais seguidores você tiver, maiores suas chances de ganhar mais. No entanto, isso não significa que pessoas sem muita popularidade não terão oportunidade de lucrar com o sistema, já que sempre existe da possibilidade de que alguma de suas postagens se torne viral. “E como [o público] não consegue determinar o quanto vai receber, eles não tentam abusar do sistema”, disse o cofundador Kenneth Ho.

Mais opções, mais dinheiro

Embora o sistema baseado em anúncios já pareça promissor por conta própria, isso não é tudo que o Gaption contém – a rede social também conta com uma plataforma segura de comércio eletrônico. Os usuários podem anunciar produtos e fazer compras diretamente dos seus feeds. Da mesma forma que faz com os anúncios, o serviço também paga aos usuários que acabarem levando outros a comprar coisas, oferecendo uma comissão de 2 a 5% sobre a venda.

Para proteger os usuários de fraudes, o Gaption conta com um sistema de pagamentos que segura o dinheiro até que o comprador receba o produto e avise que a transação foi concluída com sucesso. Além disso, a rede também conta com filtros que garantem que ninguém consiga fazer uma quantidade exagerada de postagens, comentários e curtidas por dia, evitando spans. O sistema também aprende sobre suas preferências para exibir itens relevantes no seu feed.

Por fim, o Gaption ainda permite que você crie grupos e comunidades fechadas e cobre assinaturas para que outras pessoas participem deles. A companhia responsável pela rede social fica com 15% do total que os usuários receberem por assinaturas, ganha dinheiro por meio de parcerias de marketing e também cobra uma taxa de 3,4% somada a um valor fixo de US$ 0,40 (cerca de R$ 1,54) por cada venda feita por você na plataforma.

Os usuários podem sacar o dinheiro que receberem na rede social ou então guardá-lo para usar em compras na própria plataforma – que também aceita cartões de crédito e PayPal como formas de pagamento. “Na Gaption, queremos tornar possível para qualquer pessoa fazer negócios sem a necessidade de qualquer conhecimento técnico e sem ter que gastar quantias excessivas de dinheiro.

Caminho para dominar o mundo

Atualmente, a novidade está disponível apenas para dispositivos com iOS e em países selecionados – o app pode ser encontrado na loja norte-americana, mas não na brasileira. Segundo Ho, um dos maiores desafios a encarar é adaptar a plataforma e leva-la para a maior quantidade de aparelhos possível. Atualmente, a empresa está trabalhando em versões para web e Android.

Os custos para essa expansão são elevados, mas o executivo permanece otimista sobre o futuro. Desde o lançamento, a Gaption já gerou mais de US$ 10 mil em receita e compartilhou parte desse valor com seus usuários. A empresa tem como meta alcançar entre 10 e 15 milhões de usuários ao longo dos próximos 2 anos, atingindo uma receita média mensal de US$ 900 mil. Os próximos mercados nas miras da companhia incluem Austrália, Singapura e Filipinas.

Para isso, Kenneth Ho afirma que a aposta da empresa se mantém na inovação como forma permanecer na frente da concorrência. No futuro, o Gaption deve receber novos recursos, como perfis novos onde comerciantes podem postar mais produtos e até mesmo enviar notificações com novidades para usuários que os seguirem. Por enquanto, o Brasil ainda não parece estar nos planos da rede social.

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