Falando no Conselho de Relações de Exteriores, John Brennan, diretor da CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, afirmou que as modernas tecnologias de compartilhamento de informação estão tornando o combate ao terror cada vez mais difícil.

"Novas tecnologias podem ajudar grupos como o Estado Islâmico a coordenar operações, atrair novos recrutas, disseminar propaganda e inspirar simpatizantes ao redor do globo para agir em seu nome", afirmou Brennan.

"A ameaça geral do terrorismo é amplificada pelo mundo interconectado de hoje, onde um incidente em um canto do globo pode instantaneamente acender a fagulha de uma reação milhares de milhas distante", continua. "Um extremista solitário pode aprender online a como proceder um ataque sem sequer sair de casa".

Casos recentes

O diretor da CIA comentou sobre os recentes ataques como o do jornal satírico Charlie Hebdo e de um café e uma escola paquistanesa na Dinamarca. "Eles confirmam uma tendência perturbadora que temos monitorado por algum tempo: a emergência das ameaças terroristas que são cada vez mais descentralizadas e difíceis de rastrear e impedir", opina.

Segundo ele, as agências norte-americana aumentaram seus esforços contra ameaças de origem cibernéticas, mas os terroristas também aumentaram seu uso de tecnologia. Várias estratégias estão sendo empregadas no momento, como monitorar as redes sociais.