Além do impacto nas emissoras, a exibição sob demanda tem afeta a interação entre os telespectadores. Segundo Patricia Weiss, presidente do braço latino da Branded Content Marketing Association, organização internacional que analisa o mercado de entretenimento, quem assiste à um programa online quer mostrar isso nas redes sociais ao mesmo tempo.

"A gente está num mundo em que o ser humano é imediatista e a tendência é piorar. A graça está na hora em que você compartilhou e provocou uma conversa sobre algo que acabou de acontecer", analisa.

No caso das série em streaming, como House of Cards, cuja temporada completa é lançada em um dia, o processo acontece de maneira mais lenta. "Fica de neurose dos fãs disputando e se divertido com o fato de já terem visto alguns episódios. O fim de semana seguinte à liberação de uma temporada é quase similar a um jogo de futebol . Você quer provar que está fazendo parte daquele fluxo, que você não está atrasado", diz a publicitária.

A repercussão de uma série também tem reflexos na pirataria. Se os comentários são bons, quem não tem acesso por vias legais, procura uma alternativa. Um dos próximos movimentos pode ser com as produções da Amazon Prime. A loja virtual, que no ano passado começou a produzir conteúdo e este ano contratou Woody Allen para uma nova atração, ainda restringe o material a poucos países, como EUA e Alemanha. Transparent, que fala sobre o patriarca de uma família judaica que se assume transexual, ganhou notoriedade ao vencer o prêmio de melhor série de comédia no Globo de Ouro. "Alguma hora eles vão liberar, pois já dá para piratear", afirma Patricia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Por João Fernando - São Paulo

Via EmResumo

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