O Ello, a rede social queridinha dos usuários mais descolados da internet, chegou com a promessa de ser o “anti-Facebook” – preservando os dados de seus membros e sem veicular nenhum anúncio no site. Porém, nesta quinta-feira (23), foi anunciado que o projeto recebeu um aporte de US$ 5,5 milhões (cerca de R$ 14 milhões) de um grupo de investimento e que a empresas se reorganizou como uma “corporação de benefício público”.

Os recursos obtidos através de investidores do Foundry Group devem ser usados principalmente para ampliar a infraestrutura necessária para manter a rede funcionando. Isso é especialmente importante, já que o Ello tem atualmente mais de 1 milhão de usuários, além de outros 3 milhões na lista de espera. Segundo seu CEO, Paul Budnitz, o crescimento rápido da rede social fez com que eles colocar em espera o sistema de convites até que os servidores estivessem sob controle novamente.

Quem quer dinheiro?

Tudo isso é muito bonito, mas, com alguns bons milhões de dólares investidos na companhia, como as doutrinas de ser sempre gratuita, de não exibir anúncios e de não vender informações do público vão se sustentar? Bom, no mesmo momento em que foi revelado o montante de grana entrando no Ello, os executivos e investidores publicaram um documento garantindo que tudo se manterá sob os mesmos preceitos e que mesmo que a companhia for vendida, os novos donos precisam seguir essa mesma linha de conduta.

Assinatura de todos os responsáveis, garantindo legalmente que as regras do Ello serão seguidas.

Como esse dinheiro vai retornar para quem aplicou na empresa, então? Ninguém tem certeza, na verdade. Postagens mais antigas da rede dizem que uma possibilidade de lucro é a oferta de “recursos especiais”, que, apesar de ser um termo amplo, pode fazer referência à sugestão de venda de perfis múltilplos para usuários e venda de pacotes de emojis, conforme explicado por Budnitz ao site Business Insider.

“Tenho confiança de que a equipe vai desenvolver um modelo de negócio lucrativo que sustente o nosso investimento”, diz Seth Levine, que participa do grupo de investidores, em uma postagem no seu blog. Afinal, são 5,5 milhões de motivos para acreditar que vão criar uma plataforma que dará lucro, não é?

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