Redes sociais que focam sobre nichos de usuários estão cada vez mais populares – conheça, por meio deste link, sete ambientes online de interação entre pessoas para lá de bizarros. Fato é que sites especializados em aproximar donos de animais são moda em meio à comunidade internauta norte-americana.

E a estratégia usada por quem decide conectar-se a esses tipos de serviços é ardilosa: com a intenção de “quebrar o gelo”, pessoas que decidem se encontrar levam consigo seus cães para verificar a existência de afinidade entre ambos os cachorros.

Comunidades especializadas em preferências religiosas, culturais ou política são populares; não é comum ver, porém, sites que abarcam apenas usuários que possuem animais de estimação. A constatação é notada por Karen North, professora de mídia social da Escola de Jornalismo da Universidade do Sul da Califórnia. “Se você encontra alguém com a mesma paixão por um estilo de vida, você não tem que começar a estaca do zero”, destaca a pesquisadora.

Kris Rotonda, fundador do site "You Must Love Dogs", ao lado de sua namorada.

O pensamento de Karen é corroborado por Michal Ann Strahilevitz, professora de marketing na Universidade Golden Gate, em São Francisco. “Ter um tema, uma paixão em comum faz parecer que você está procurando por uma agulha em um palheiro muito menor, mais relevante e atraente”, comenta Michal.

Implicações

Mas seria o teste de afinidade entre cachorros o método mais adequado de procura a um namorado? Apesar de agregarem pessoas que têm um interesse em comum e facilitarem, assim, a busca por um parceiro, sites como “Pets Dating” e “You Must Love Dogs” não fazem milagres.

De acordo com Trish McDemott, especialista em relacionamentos e porta-voz do site “Match.com”, a “conexão canina” pode, por vezes, constituir-se como obstáculo a solteiros que decidem aventurar-se em ambientes online deste tipo. “Quem, em sã consciência, gostaria de tornar [a busca por um parceiro adequado] mais difícil ao insistir em uma ‘química canina?”, provoca a estudiosa.

Meu primeiro e último encontro

Iustração aos resultados nem sempre positivos obtidos por quem opta sair com pessoas e colocar a “química canina” à prova é a história de Joanie Pelzer. Ao se inscrever em um site de relacionamentos em que somente donos de cachorros são aceitos, a moça já deixou claro que Hubbell, seu chihuahua, “gosta mais de pessoas do que de outros cachorros”.

"Hubbell gosta mais de pessoas do que de cães", diz Joanie Pelzer, dona do chihuahua.

Joanie, após encontrar um homem disposto a relacionar-se com alguém que adora cães, disse que seu cachorro “implora por atenção, rouba comida e não tolera ficar no banco traseiro de um carro”. Fato é que seu encontro marcado por meio de um site como “Pets Dating” não terminou de forma romântica: Hubbell, o pequeno e dengoso cachorro da moça, roubou o café da manhã de seu candidato a namorado logo na primeira vez em que o casal se encontrou.

Mas tomar como preponderante o fato de se amar cães pode, naturalmente, afastar acompanhantes que não se dariam bem em um relacionamento duradouro. Joanie relata também outra de suas experiências: certa vez, um homem empurrou seu cão para fora do sofá. “Essa foi a última em que estivemos juntos. Não se faz isso com o meu cachorro”, disse.

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