(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

A China sempre manteve rigidamente atreladas sua expansão econômica e a censura imposta sobre quaisquer meios de comunicação. Entretanto, com a desaceleração de alguns setores econômicos, a contraparte conhecida como “O Grande Firewall da China” passa a mostrar algumas pequenas rachaduras em sua superfície. Prova disso é a zona de comércio a ser instituída no país, na qual será possível acessar serviços como Facebook e Twitter.

De acordo com o jornal South China Mourning Post, a medida visa tornar o local mais familiar para visitantes estrangeiros — com os quais podem vir novas possibilidades de expansão.

“A fim de dar as boas-vindas a companhias estrangeiras com possíveis investimentos e para deixar que estrangeiros vivam e trabalhem tranquilamente na zona de comércio, nós devemos pensar em como podemos fazê-los se sentir em casa”, disse um representante do governo à referida publicação.

Um local especial e familiar

Em suma, deve haver algum diferencial no novo local a ser construído. “Caso eles não possam acessar o Facebook ou o New York Times, eles naturalmente começarão a questionar o que há de especial na zona de comércio, se comparada ao restante da China.”

(Fonte da imagem: Reprodução/South China Mourning Post)

A nova zona de comércio deve ser instituída até o final deste mês. De fato, o governo chinês já passou a convidar provedoras estrangeiras a darem lances, a fim de concorrer às licenças para prestação de serviços de internet. O local relativamente “livre” de censura deve ser construído em uma porção restrita da cidade de Xangai.

Ademais, a despeito das restrições impostas pelo governo, a China conta atualmente com 591 usuários de internet. Há ainda 460 milhões de pessoas que acessam a grande rede por meio de aparelhos mobile. Entretanto, além da nova zona de comércio, apenas hotéis de luxo possuem acesso a serviços como Facebook e Twitter desde a censura imposta em 2009.

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