TSE faz parcerias com redes sociais para combater fake news eleitorais

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formalizou nesta terça-feira (15) parcerias com várias redes sociais, que objetivam combater a desinformação relacionada às eleições 2022, programadas para outubro. No caso do Facebook e do Instagram, o acordo prevê o lançamento de um canal de denúncias.

As denúncias recebidas serão analisadas pela Meta, podendo resultar na remoção dos conteúdos, caso fique comprovada a violação das políticas de uso. Esta é apenas uma das ações do acordo, que terá a adição de rótulos em posts sobre o processo eleitoral, direcionando o internauta ao site do TSE.

Por meio da parceria, as duas plataformas da Meta também vão exibir um lembrete do dia da votação no feed, para os usuários com mais de 16 anos, trazendo informações relevantes. A empresa se comprometeu ainda a disponibilizar os dados da Biblioteca de Anúncios para o órgão, facilitando a identificação dos responsáveis por conteúdos patrocinados sobre o pleito.

As plataformas se comprometeram a investir em soluções para evitar a desinformação eleitoral.As plataformas se comprometeram a investir em soluções para evitar a desinformação eleitoral.Fonte:  Unsplash 

Outra novidade é o treinamento para autoridades eleitorais, destinados aos servidores do TSE e dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), explicando sobre as medidas de combate às fake news eleitorais. Está prevista também uma nova versão do “Guia Mulheres na Política”, elaborada pelo Instagram, para incentivar a participação feminina.

Iniciativas firmadas com outras plataformas

Igualmente incluso no acordo, o TikTok afirmou que continuará a excluir publicações consideradas nocivas ao processo eleitoral, seguindo caminho semelhante às plataformas da Meta. A Kwai, que pela primeira vez faz uma parceria do tipo, é outra que terá um canal de denúncias sobre conteúdos que violem a legislação eleitoral.

No caso do WhatsApp, a plataforma vai suspender contas que apresentarem “atividade inautêntica”, enquanto o Google prometeu divulgar relatórios de transparência sobre anúncios políticos. Tais documentos exibem detalhes como quem contratou, quanto pagou e para quais públicos foram direcionadas as campanhas publicitárias.

As iniciativas de combate às fake news nas eleições, que terão ainda a participação do Twitter, incluem o uso de bots do TSE, avisos, links e stickers especiais. Entre as principais plataformas de mídia social atuantes no país, somente o Telegram, que não possui representação no Brasil e pode ser banido durante o processo eleitoral, ficou de fora.

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