Facebook escolhe manter vídeo deepfake de Zuckerberg no Instagram

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O Facebook decidiu manter um vídeo deepfake que foi postado no Instagram, no qual Mark Zuckerberg aparece "confessando" manipular os dados dos usuários da rede social em benefício próprio.

Vídeos deepfake estão se tornando uma febre pela internet. A técnica é realizada com um software baseado em inteligência artificial, que usa dados provenientes de outros vídeos, áudios e fotos da vítima, anteriormente registrados, para criar um novo vídeo, manipulado, e com discurso falsificado.

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O vídeo de Zuckerberg, postado através da conta @bill_posters_uk no Instagram, já foi visualizado mais de 78 mil vezes, criado por um grupo de artistas como forma de criticar o Facebook por manter esse tipo de conteúdo em suas redes sociais, já que vídeos parecidos envolvendo outras personalidades também não foram removidos.

É o caso da líder do partido democrata dos EUA, Nacy Pelosi, que teve um vídeo manipulado, com falas atrasadas, dando a entender que ela estava sob efeito de alguma droga, e que foi postado no Instagram há algumas semanas.

No vídeo de Zuckerberg, ele é dublado por um ator. Percebemos, nitidamente, que não é a sua voz. Porém, se o vídeo fosse visualizado no mudo e com legendas em inglês, poderia ter confundido muitas pessoas. Confira o vídeo deepfake logo abaixo:

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Uma publicação compartilhada por Bill Posters (@bill_posters_uk) em

No caso de Pelosi, o Facebook já havia se pronunciado e afirmado que vídeos desse tipo seriam tratados de forma diferenciada, com alcance limitado e acompanhados de um link para sites que verificam a veracidade dos fatos. A companhia também disse está investindo em tecnologia de software com aprendizado de máquina para detectar e remover vídeos falsos automaticamente.

O grupo de artistas que criou o vídeo falso de Zuckerberg ficou feliz por a obra-crítica não ter sido censurada pela companhia, mas pediu uma regulamentação mais rigorosa no tratamento de vídeos deepfake postados na rede social.

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