O apresentador e consultor financeiro britânico Martin Lewis entrou em acordo com o Facebook após mover ação em 2018 contra a companhia por supostos anúncios irregulares. Lewis aponta que na rede social eram constantemente veiculadas propagandas usando sua imagem, sem consentimento, para promover negócios financeiros suspeitos, relacionados a criptomoedas e esquemas de enriquecimento rápido.

No caso, o jornalista propôs aos representantes do Facebook o pagamento, em forma de doação, de 3 milhões de libras esterlinas – cerca de 3,9 milhões de dólares, o qual foi aceito pela empresa rapidamente.

O valor será direcionado à ONG Citizens Advice, especializada em ajuda e conselho monetário a pessoas com problemas econômicos no Reino Unido. A organização será responsável por desenvolver uma ferramenta, em que será possível denunciar esse tipo de problema diretamente no Facebook. Ela também deverá criar campanhas de conscientização a vítimas de fraudes financeiras.

Não será o último

O lançamento para essa solução está prevista para maio de 2019, e deve estar disponível somente no Reino Unido. No caso, o pagamento por parte do Facebook será feito em “parcelas”, de modo que a primeira, de 2,5 milhões de libras esterlinas, será distribuída ao longo dos próximos dois anos. Enquanto outra parte do dinheiro, 500 mil libras esterlinas, serão distribuídas durante três anos somente para anúncios na rede social sobre a ferramenta antifraude. 

Fonte: YouTube/Good Morning Britain

Ao contrário do que se possa pensar, a ação de Lewis parece não ter gerado tanto nervosismo nos representantes do Facebook. Exemplo disso é que Steve Hatch, diretor regional da rede social, afirmou ao site de tecnologia The Verge ser grato ao apresentador por ter chamado a atenção para a questão. Segundo ele, isso “irá e garantir que as pessoas recebam mais transparência e controle sobre os anúncios que veem no Facebook.”

Martin também se diz satisfeito com o acordo e certa facilidade em solucionar o problema junto à rede social de Mark Zuckerberg. O especialista está entrando em contato com outras plataformas digitais importantes, como o Twitter, Yahoo e Google. De acordo com ele, nesses espaços também têm surgido anúncios semelhantes que usam seu nome para promover negócios financeiros sem sua aprovação.

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