A audiência pública realizada ontem (27) no Reino Unido revelou que o Facebook sabia que os russos coletavam dados na rede social desde pelo menos 2014. A informação consta em um email de um engenheiro da empresa que foi apreendido pelo Parlamento Britânico e foi revelada pelo congressista Damian Collins.

Os documentos foram obtidos junto ao criador do já extinto app Six4Three, que processa o Facebook nos Estados Unidos por um motivo não relacionado ao caso de privacidade. O empresário foi obrigado a entregar os papéis quando viajou ao Reino Unido sob ameaça de prisão e multa.

Apesar da gravidade acusação, o vice-presidente de políticas da Richard Allan, que representava a empresa na audiência, se recusou a comentar a mensagem que foi declarada como confidencial por um tribunal da Califórnia. Allan foi enviado ao Reino Unido porque Mark Zuckerberg se negou a participar da audiência.

Facebook garante que mensagem citada pelo congressista britânico foi retirada de contexto

Ao Bloomberg, a empresa garante que a mensagem foi retirada de contexto e que, na época, não foi encontrado qualquer indício de atividade russa. “Os engenheiros que sinalizaram essas preocupações iniciais analisaram isso mais a fundo na sequência e não encontraram evidência de atividade russa específica”, afirma o Facebook.

Na tarde de ontem, representantes do Brasil e outros nove países sabatinaram o representante do Facebook a respeito das ações da empresa relacionadas ao combate às fake news — confira aqui um resumo da participação do deputado brasileiro Alessandro Molon (PSB-RJ), relator do Marco Civil da Internet.

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