Demorou mais de dez anos, mas o Twitter finalmente pode encher o peito para dizer que agora é um negócio lucrativo. A companhia registrou o quarto trimestre consecutivo com as cifras lá em cima, com um total de US$ 789 milhões no período — números bem melhores do que as perdas de US$ 367 milhões nos quatro trimestres anteriores, segundo relatórios da própria companhia.

A empresa não detalha exatamente como levantou tanta receita nesse ano, apenas diz que foi resultado de bom gerenciamento dos ativos e redução fiscal. A alta foi de 29% no terceiro trimestre e o lucro por ação chegou a US$ 0,21 — acima do esperado pelos analistas, que projetavam algo em torno de US$ 0,14.

Ainda assim, a média de usuários ativos mensais caiu de 335 milhões para 326 milhões nos últimos três meses. Segundo o CEO Jack Dorsey, essa queda aconteceu devido à remoção de contas falsas e das medidas impostas pela lei europeia de proteção de dados, a GDPR (General Data Protection Regulation).

“Estamos alcançando um progresso significativo em nossos esforços para tornar o Twitter um serviço diário mais saudável e valioso. Estamos fazendo um trabalho melhor na detecção e remoção de contas suspeitas e de spam”, comentou Dorsey.