Uma ex-funcionária do Facebook chamada Selena Scola processou a empresa em um tribunal local na Califórnia, EUA. Ela era moderadora da rede social e diz ter desenvolvido estresse pós-traumático por conta do conteúdo violento que tinha que visualizar na rede social diariamente.

Entre as publicações que ela e outros moderadores conhecidamente precisam conferir há assassinatos violentos, vídeos de terroristas decepando pessoas, de abuso sexual de menores, entre outros materiais perturbadores.

Scola trabalhou em uma empresa terceirizada do Facebook entre junho de 2017 e março de 2018, e agora está tratando sua doença. De acordo com médicos, seus sintomas são ativados quando ela toca um mouse de computador, entra em um prédio gelado ou mesmo vê notícias sobre violência na TV. Desde antes de se desligar da empresa, ela vinha tratando seu estresse pós-traumático.

A doença

De acordo com o Hospital Israelita A. Einstein, essa doença não tem cura, mas pode durar meses ou anos, de acordo com o nível do trauma e tratamento recebido. Ela é normalmente causada por eventos traumáticos na vida de uma pessoa, como acidentes de carro, testemunho de mortes violentas, entre outros. Só no Brasil, mais de 2 milhões de casos são registrados ao ano.

O processo de Scola tem pretensões de se transformar em uma ação judicial coletiva, mas muitos dos detalhes sobre o caso não foram tornados públicos, dado o contrato de confidencialidade que a ex-funcionária assinou com a terceirizada e com o Facebook.

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