Todo mundo sabe que uma das primeiras coisas que o Facebook faz quando você abre uma conta é reunir algumas informações básicas — onde nasceu e mora, estudou e trabalha, entre outras coisas. Isso porque o algoritmo da rede social foi desenhado para conectar usuários às pessoas com interesses semelhantes. Isso geralmente te ajuda a encontrar aquele colega de infância que não vê há tempos, mas, por outro lado, tem também auxiliado aos terroristas localizar assuntos e simpatizantes ao redor do mundo.

A organização sem fins lucrativos Counter Extremism Project, que combate grupos extremistas, vem realizado um estudo a respeito, que deve ser publicado com muitos detalhes no final deste mês. Segundo os relatórios iniciais, milhares de seguidores do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) em 96 foram apresentados uns aos outros justamente pelas ferramentas conhecidas como “Pessoas que você talvez conheça” ou “Amigos sugeridos”.

Os pesquisadores afirmam que, ao adicionar apenas um simpatizante do EIIL, você é bombardeado por recomendações de dezenas de extremistas próximos a você. “O Facebook, em sua ânsia de conectar o máximo de pessoas possível, criou, de forma imprudente, um sistema que ajuda a unir extremistas e terroristas”, acusam.

Pesquisadores criticam filtros e rigidez contra o terrorismo na rede

Entre os exemplos citados pelos autores do levantamento, Gregory Waters e Robert Postings, em matéria do Telegraph, está o de um rapaz que inicialmente não tinha religião e estava apenas curioso para saber mais sobre o Islamismo. “Em seis meses se tornou de não ter religião a um muçulmano radical que apoia o EIIL.”

A companhia de Mark Zuckerberg responde que “não há lugar para terroristas no Facebook”. “Trabalhamos ostensivamente para garantir que não tenhamos terroristas ou grupos extremistas usando o site e removemos qualquer conteúdo que elogie ou apóie o terrorismo. Nossa abordagem está funcionando — 99% dos conteúdos removidos, relacionados ao Estado Islâmico e ao Al Qaeda, foram encontrados por nossos sistemas automatizados. Mas não há solução técnica fácil para combater o extremismo online. Temos e continuaremos a investir milhões de libras em pessoas e tecnologia para identificar e remover conteúdo terrorista.”

terrorismo

Mas, Waters e Postings afirmam que dos 1 mil perfis examinados, que apoiam o EIIL, o Facebook somente suspendeu metade das contas e depois de seis meses de denúncia. Ainda assim, muitos usuários, mesmo depois de penalizados e de terem conteúdo banido, conseguiram voltar ou permanecer na rede social.

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