Em uma nota divulgada nesta quarta-feira (14), o Facebook anunciou que baniu da sua plataforma o grupo de extrema-direita Britain First. A decisão foi justificada citando o fato de que a página da organização política postava constantemente conteúdos feitos para incitar o ódio contra minorias. O Britain First já havia sido suspenso do Twitter.

Tanto a página principal do grupo britânico como as de seus dois líderes, Paul Golding e Jayda Fransen, foram deletadas. O Facebook afirmou que diversas postagens dos três descumpriam os padrões da comunidade da rede social e que os administradores foram notificados várias vezes antes da plataforma decidir por excluir o grupo.

Tanto a página principal do grupo britânico como as de seus dois líderes foram deletadas.

O prefeito de Londres, Sadiq Khan, elogiou a decisão da empresa, dizendo que o Britain First é um grupo movido pelo ódio, cujo único objetivo é promover a divisão entre as pessoas. O Facebook afirmou ainda que é uma plataforma aberta a todas as ideias, “mas posições políticas podem e devem ser expressadas sem ódio”.

O Britain First foi fundado por antigos membros do Partido Nacional Britânico (BNP) e tem como principais bandeiras o combate ao pluralismo cultural, a preservação da “cultura britânica tradicional” e ser contrário ao que a organização chama de “islamização do Reino Unido”. Apoiadores do grupo já chamaram a atenção por crimes de racismo, invasões de mesquitas e tentativas de assassinatos contra muçulmanos.

A exclusão das páginas parece confirmar o que Mark Zuckerberg, diretor executivo do Facebook, falou no início do ano. Na época, o empresário disse que pretendia acabar com o discurso de ódio na rede social para proteger a comunidade de abusos e garantir que o tempo que as pessoas passam no Facebook seja bem gasto.

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