O Facebook é, sobretudo, um grande caderno de anúncios no qual muita gente comercializa muita coisa. Não estamos falando necessariamente de grupos, mas das propagandas que aparecem em sua linha do tempo. Entre os vários tipos de anúncios, estão os de casas para alugar, mas um tipo de filtro oferecido pela plataforma vem gerando polêmica.

Em 2016, o site ProPublica denunciou que o Facebook permite aos anunciantes filtrarem os anúncios para que eles não sejam exibidos para determinados grupos étnicos, como negros, hispanos e judeus. Os filtros da rede social permitiam ainda que os anúncios não fossem direcionados a interessados em acessibilidade e cadeiras de rodas, por exemplo, permitindo que pessoas com alguma deficiência física também sejam excluídas.

Apesar da filtragem bastante excludente, a maioria dos anúncios comprados pela ProPublica durante a investigação foram rapidamente aprovados. O site revela que apenas um deles levou mais do que alguns minutos para ser aprovado — neste caso, foram apenas 22 minutos entre a solicitação e a aprovação.

FacebookAnúncios de moradia no Facebook ainda permitem o uso de filtros discriminatórios.

E mesmo com todas as denúncias e a clara violação à legislação dos Estados Unidos sobre o aluguel de casas, o Facebook ainda mantém ativos todos esses filtros. Ao ser questionado pela publicação, a empresa de Zuckerberg alegou se tratar de uma “falha técnica” e não de uma prática sustentada pela maior rede social do mundo.

Contudo, dada a amplitude e a importância que o Facebook tem também como uma plataforma de negócios, a alegação de “falha técnica” não cola. É difícil imaginar que um problema identificado há mais de um ano simplesmente não tenha sido corrigido por uma das maiores companhias de tecnologia do planeta, com mais de 1 bilhão de usuários espalhados pelo mundo e movimentando bilhões de dólares todos os anos.

A questão, agora, passa por imaginar até quando esse recurso permanecerá ativo e também se haverá algum tipo de sanção por parte das autoridades dos EUA aplicada contra Mark Zuckerberg e companhia.

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