Pesquisadores criam AI que monitora venda ilegal de remédios no Twitter

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Os avanços da inteligência artificial (ou artificial intelligence — AI) têm contribuído muito para otimização de algoritmos, que por sua vez podem ser utilizados em áreas mais amplas e varreduras complexas. Uma equipe de médicos vem aproveitando o processamento em nuvem para criar um aplicação capaz de identificar sinais de tráfico ilegal de remédios no Twitter.

90% dos resultados continham hyperlinks e 46 tweet estavam ativos para comercialização durante a análise

“Nossa metodologia pode identificar a venda ilegal de opioides prescritos a partir de grandes volumes de tweets. Nossos resultados indicam que as substâncias controladas são traficadas online por meio de diferentes estratégias e fornecedores”, detalha a documentação publicada no site da Associação Americana de Saúde Pública (American Public Health Association).

Inicialmente foram coletados tweets que continham palavras-chave relacionadas a prescrições e a máquina de aprendizado posicionou os tópicos potencialmente fora da lei — a exemplo de codeína, oxicodona, hidrocodona, fentanil, Percocet, Vicodin, Oxycontin, entre outras. Análises forenses caracterizaram diferentes tipos de fornecedores e a conclusão se deu depois de 5 meses de avaliação — entre junho e novembro de 2015.

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Dos 600 mil tweets reunidos, a AI encontrou 1778 casos suspeitos, que foram isolados geograficamente. Os resultados foram considerados bem mais consistentes se comparados com o mesmo levantamento feito por humanos.

Como isso pode ser aplicado?

Por enquanto, isso não funcionará como auxiliar da polícia na busca por criminosos, até porque a AI usa dados públicos e os bandidos não costumam revelar suas identidades enquanto conduzem essas atividades ilegais. Mas os dados podem ser muito importantes para a prevenção e educação, por exemplo.

Basear-se em registros fornecidos por instituições de atendimento ao paciente e agências não fornece informações sobre os compradores e vendedores que não estão registrados nos formulários médicos ou que foram presos. Já o Twitter oferece esse caminho, que pode ser mais efetivo no combate ao uso abusivo de opiáceos.

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