De acordo com o senso comum, a tecnologia afasta as pessoas. Porém, isso pode não ser verdade, desde que ela seja bem usada.

Com o avanço tecnológico, a troca de mensagens com outras pessoas teve uma redução absurda de velocidade: antes, uma carta poderia demorar semanas para chegar a outro continente; agora, a mesma mensagem pode ser enviada em segundos! Por outro lado, as tecnologias de última geração são restritas, basicamente, a pessoas com alto poder aquisitivo, pois via de regra são extremamente caras. Tal restrição pode gerar o “efeito panelinha”, ou seja, quem possui a tecnologia isola quem não a tem.

Cada um tem uma opinião formada sobre este assunto. Em geral, quem usa defende e quem não usa é contra.

Prepare um balde de pipocas e faça a sua aposta: os lutadores estão cada qual em seu canto enquanto esperam o juiz dar o sinal para que a luta comece...

A briga será boa.
Vestindo camisa azul: a Defesa!
Sem dúvidas, a tecnologia pode fazer você não perder o contato com pessoas queridas, conversar com quem mora longe e conhecer pessoas mais facilmente (sejam elas da mesma cidade ou de outro continente). Em outro nível, ela ajuda a aumentar a produção da agricultura, agilizar a fabricação de diversos produtos e facilitar a comunicação a nível internacional entre grandes empresas.

Defesa

A internet também pode ajudar pessoas tímidas a romper barreiras psicológicas e, ao menos virtualmente, conversar com outras pessoas sem medo e fazer novas amizades. Há também quem utilize as redes sociais, como o Orkut, para flertar com pessoas desconhecidas, ou mesmo, pode simplesmente usá-las para expandir o círculo social.

Uma pesquisa publicada no último dia 6 pelo “Pew Internet and American Life Project” revelou que, ao contrário do que se pensa, as novas tecnologias não afastam as pessoas do contato social direto com os outros. A pesquisa foi realizada nos Estados Unidos, via telefone, com 2512 adultos com idade superior a 18 anos.

Segundo ela, quem usa celulares possui uma rede de discussão 12% maior do que quem não os usa. Quem compartilha fotos online e troca mensagens de texto via celular tem um acréscimo de 9% (cada uma das duas) em sua rede de discussão. Em outro aspecto, a variedade de pessoas nos grupos de quem usa celular é 25% maior, seguido por 15% para os usuários de internet, ou seja, quem utiliza essas tecnologias tem uma chance maior de conhecer pessoas com gostos diferentes.

Outra conclusão aponta que as pessoas, mesmo podendo comunicar-se com alguém do outro lado do mundo, preferem fazê-lo com pessoas da mesma cidade: pode ser tanto para marcar de ir ao cinema, estudar na biblioteca ou tomar um café. A tecnologia também é usada para aproximar pessoas.
No canto direito do ringue: A Acusação!
A possibilidade de adicionar desconhecidos tornou o tamanho da “lista de amigos” um fator de distinção social: quanto mais amigos, maior a popularidade e “melhor” a pessoa. Contudo, quem faz isso dificilmente conversa com todos os seus contatos, o que os transforma em meros números. Ou seja, ter um número alto de amigos não indica uma pessoa querida, carismática e virtuosa. Muito pelo contrário (apesar de haver exceções).

Quando usada no trabalho, a tecnologia pode substituir a mão de obra humana por uma linha de produção totalmente robotizada, aumentando o desemprego. Já em um escritório, o email passou a ser considerado um documento: recebê-lo significa tê-lo lido (por mais que você não o tenha por estar ocupado demais). Isso pode gerar muitas confusões (e demissões), além da estranha situação de conversar pelo computador com alguém que está ao seu lado, a menos de um metro de distância (algo comum na redação do Baixaki - aqui o fazemos para evitar tumulto no escritório)!

Acusação

Pessoas com pouco “tato social” podem ficar presas ao mundo virtual. Há quem seja extremamente extrovertido na internet e um poço de timidez pessoalmente: uma contradição. Usar redes sociais somente para flertar e adicionar desconhecidos gera relações superficiais, ou seja, alguém vê seus semelhantes como pedaços de carne ou meros números, não mais como humanos.

Existem outras pesquisas sobre o assunto “tecnologia X isolamento social”, cada qual com o seu resultado. A mais famosa delas, feita em 2006 pela “American Sociological Association”, aponta para um resultado oposto ao do “Pew Internet and American Life Project”: a tecnologia leva, sim, ao isolamento social.

Além disso, por mais que a pesquisa mais recente diga “tecnologia não engendra isolamento social”, faz-se necessário lembrar o seguinte: ela foi feita somente nos EUA, logo, os resultados dela não podem ser aplicados ao Brasil ou outros países. A realidade de nossa sociedade é muito diferente. Eles são um país de primeiro mundo e lá a tecnologia pode ser disseminada mais facilmente. No Brasil, como já mencionado antes, as tecnologias “de ponta” são para os endinheirados.
Dez rounds se passaram e não houve nocaute. Quem vencerá?
Neste artigo foram expostos ambos os lados da moeda. Cada pessoa possui uma experiência de vida diferente, uma maneira própria de usar as novas tecnologias, ou seja, cada um vê este embate de maneira diversa. Não é possível dar um veredicto definitivo sobre o assunto, pois sempre haverá um novo argumento contra ou a favor.

Mas e você, usuário? Qual a sua opinião sobre este assunto? Você acha que as tecnologias afastam ou unem as pessoas? Comente!

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