Enquanto o assistente de voz Siri, da Apple, é homem ou mulher dependendo do território, e a Cortana da Microsoft tem o gênero feminino, o Facebook preferiu seguir um caminho diferente. Prova disso é a decisão da empresa de trazer um gênero neutro ao M, solução que promete aprimorar a rede social com o uso de comandos de voz.

“Queremos que M seja abstrato”, afirma Alexandre Lebrun, fundador da empresa Wit.Ai, adquirida pelo Facebook em janeiro deste ano. “Não há nem mesmo um nome real. É somente M, não é um nome completo”, declarou ele em uma entrevista concedida ao site Business Insider.

Segundo Lebrun, o objetivo da plataforma é ser o mais profissional e neutra o possível, algo que também reflete seu estado atual de desenvolvimento. A solução ainda está restrita a um número relativamente pequeno de usuários e usa diversos “treinadores” humanos envolvidos em todas as questões feitas por pessoas reais para determinar a melhor resposta possível — algo que não acontece no Siri e na Cortana.

“Mesmo que treinadores estejam envolvidos, não queremos que você pense que conversou com Anna e que depois falou com Joe. Queremos que seja uma experiência consistente, o que é algo difícil de fazer”, explica o fundador da Wit.Ai. Atualmente, há um intervalo notável entre a realização de uma pergunta e sua resposta, já que uma pessoa deve selecionar por conta própria a melhor opção entre uma lista de respostas criadas por outros humanos. “É algo difícil, mas possível de fazer”, concluiu Lebrun.

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