Sim, você leu isso corretamente! A Valve parece ter finalmente aprendido a contar até três e seu fundador, Gabe Newell, confirmou que a empresa atualmente está trabalhando em três títulos completos em realidade virtual. A informação foi revelada durante uma mesa-redonda entre o executivo e jornalistas da imprensa internacional, ocasião em que o chefão da companhia também ressaltou que esses games não serão apenas experimentos, mas sim jogos inteiros.

Newell se recusou a dar qualquer detalhe a respeito dos títulos propriamente ditos, mas revelou que eles estão sendo desenvolvidos com o uso tanto do motor Source 2 quanto do Unity. Dessa forma, por enquanto ainda nada confirmado a respeito de Half-Life 3 ou Portal 3. Segundo o fundador da Valve, o VR não é apenas uma traquitana a mais a ser colocada nos games, mas sim uma linguagem totalmente nova no que diz respeito às experiências virtuais.

Serão três games completos, não apenas experiências curtas ou ports

“Parece que empacamos no mouse e teclado por tempo demais e que as oportunidades para construir tipos de experiências muito mais interessantes para os jogadores estão por aí, só temos meio que expandir o que conseguimos fazer. Mas não é só questão de nos envolvermos com hardware, mas também de fazer jogos melhores. Dar saltos grandes para a frente com os tipos de títulos que conseguirmos produzir”, disse.

As novidades serão bem mais completas que as experiências no gratuito The lab, também da Valve

Influência da Nintendo

Ao falar sobre os motivos que levaram a Valve a se envolver na criação do hardware do HTC Vive, Newell afirmou estar seguindo a mesma filosofia criativa de Shigeru Miyamoto, a lenda viva da Nintendo. “Ele teve a habilidade de pensar sobre qual vai ser o dispositivo de input e desenvolver um sistema enquanto cria jogos. Nossa percepção é que isso vai permitir que nós construamos experiências de entretenimento muito melhores para as pessoas”, explicou.

Seguir a filosofia de Shigeru Miyamoto permite criar experiências de entretenimento muito melhores

Dessa forma, o fundador da empresa disse acreditar que a realidade virtual precisa oferecer algo feito exclusivamente para ela se quiser ter sucesso. Uma das coisas que nós fizemos foi fazer Half-Life 2 e Team Fortress rodar em VR, e foi meio de uma novidade. Isso foi puramente um marco de desenvolvimento, mas não houve nada empolgante nisso”, pontuou, afirmando que ninguém compraria um aparelho só por esse tipo de experiência.

Futuro promissor

Newell também falou a respeito do estado atual da qualidade da realidade virtual e fez previsões interessantes a respeito da melhoria da tela dos óculos nos próximos 2 anos. “Vamos sair dessa posição estranha de agora e que o VR meio que tem baixa resolução e chegar a uma situação em que ele tenha qualidade maior do que basicamente qualquer coisa, com taxas de atualização mais altas do que de qualquer outra tecnologia de display nessas características”, falou.

Newell prevê que as telas dos óculos VR devem melhorar muito nos próximos 2 anos

“Provavelmente não é algo óbvio nessa primeira geração de produtos, mas vocês vão começar a ver acontecendo em 2018 e 2019”, previu. Ainda assim, o fundador da Valve admite que pode errar, usando como exemplo o fato de não ter acreditado no potencial do Nintendo DS, que acabou vencendo a disputa entre os portáteis da época. Seja como for, Newell disse não ter medo de falhar. “Se você não está tentando fazer coisas que podem dar errado, então você provavelmente não está experimentando criar nada de muito interessante”, concluiu.

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