A realidade virtual é a nova menina dos olhos da indústria. Marcas grandes, médias e pequenas estão com propostas afiadas no topo da prancheta, e a Sony promete um forte arsenal para a tendência com o PlayStation VR, que já conta com mais de 100 projetos pré-aprovados e desenvolvidos por equipes do mundo inteiro. O sucesso é tamanho que o dispositivo simplesmente esgotou nos primeiros minutos de pré-venda, fato que surpreendeu a empresa japonesa. A demanda é maior do que todos por ali esperavam.

Shuhei Yoshida, presidente mundial da Sony Computer Entertainment, contou, em entrevista ao canal no YouTube Kinda Funny Games, que a equipe “se enganou” com as projeções iniciais de pedidos dos óculos de realidade virtual. Essa subestimativa obrigou a companhia a adiar o lançamento do acessório para outubro a fim de atender à demanda. Originalmente, o PlayStation VR estava previsto para o final deste semestre, ou seja, até junho.

“Tínhamos uma meta interna e acabamos de perceber que era muito pequena, e essa foi a razão pela qual adiamos o lançamento, previsto para a primeira metade do ano. (...) O desenvolvimento do hardware está realizado e dentro dos planos, mas nos tocamos de que precisávamos de mais unidades ao falarmos em negócios. Mais do que tínhamos previsto para o momento do lançamento. Portanto, a única coisa que podíamos fazer era adiar o lançamento de forma que pudéssemos fabricar mais unidades ao dia 1”, afirmou o executivo máximo da divisão de entretenimento da Sony, responsável pela família PlayStation.

Adiar o PlayStation VR deu tempo extra para as equipes de desenvolvimento, que vão poder polir os jogos

De acordo com Yoshida, os meses adicionais até o lançamento darão ainda mais terreno para que os desenvolvedores possam refinar os produtos previstos para o PlayStation VR nos primeiros meses de vida. “Adiar o PlayStation VR nos deu tempo extra para alegrar as equipes de desenvolvimento, que vão poder polir os jogos, já que realidade virtual [ainda] é algo muito complexo e há uma série de problemas complicados que temos de resolver para que muitas pessoas tenham uma grande experiência e possam testá-lo”, explicou.

Esse tempo extra certamente é muito bem-vindo aos desenvolvedores, artistas e demais envolvidos. As etapas de produção serão complexas daqui para frente – muito mais do que têm sido –, pois existe a necessidade de mostrar ao consumidor por que ele precisa de um dispositivo de realidade virtual. Ou seja, além da preocupação com a qualidade dos jogos, há um trabalho pesado de marketing pela frente, algo que deve ser impulsionado pela Sony durante a E3, maior evento de games do mundo, que ocorre em junho nos EUA.

O PlayStation VR será lançado por US$ 399, valor pelo menos US$ 200 mais barato que os produtos da concorrência – a exemplo do Vive, da HTC, e do Oculus Rift, ofertados a ostentadores US$ 600 cada. No entanto, vale lembrar que, para usufruir plenamente do PlayStation VR, é necessário ter a PlayStation Camera e os controles Move, que não estão inclusos do pacote.

PlayStation Camera e controles Move são necessários para a experiência completa do PlayStation VR

E no Brasil?

Ainda não há qualquer previsão do PlayStation VR – ou dos concorrentes diretos – por aqui, seja uma data ou uma estimativa de preço. É bem possível que o dispositivo seja importado, e não fabricado aqui, o que deve encarecer substancialmente o valor final, considerando todas as taxações e tributações que um produto dessa categoria recebe no Brasil. Aguardemos um posicionamento oficial da Sony nos próximos meses.

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