Conhecida por seus mouses, headsets e teclados especiais para games, a Razer também realiza algumas experiências no mundo dos gamepads. A primeira delas, conhecida como Onza, prometia substituir o controle-padrão do Xbox 360 oferecendo botões mecânicos, controles analógicos com sensibilidade ajustável e botões extras cujas funcionalidades podiam ser ajustadas pelo jogador.

Apesar de termos elogiado o produto em nossa análise, podemos afirmar com convicção que ele parece um mero protótipo quando comparado com o Razer Sabertooth Elite, oferta mais recente da empresa. Levando em consideração o que funcionou (e o que se mostrou insatisfatório) em seu produto anterior, a companhia desenvolveu um controle luxuoso que promete ser a opção definitiva para jogadores competitivos.

Neste artigo, você confere nossas impressões sobre o gamepad e descobre o que ele tem a oferecer em relação ao controle-padrão desenvolvido pela Microsoft, que serviu como inspiração para a Razer. Após a leitura de nossa análise, aproveite para deixar sua opinião sobre o produto em nossa seção de comentários.

Especificações técnicas

  • 2 botões multifuncionais nas laterais superiores (MFB)
  • 4 botões multifuncionais removíveis (MFT)
  • 4 botões Hyperesponse retroiluminados
  • Tela OLED para personalização de recursos
  • Superfície de borracha antideslizante
  • Cabo de fibra trançada com 3 metros de comprimento
  • Bolsa de transporte
  • Entrada de 2,5 milímetros para headset
  • Peso: 288 gramas

Controle "Premium"

Um dos primeiros fatores que diferencia o Razer Sabertooth de seu antecessor é o tratamento “Premium” que a fabricante deu ao produto, algo que fica evidenciado por sua bolsa de transporte. Além de contar com uma área acolchoada que protege o gamepad durante o transporte, o acessório possui áreas específicas nas quais você pode armazenar o cabo destacável e as demais ferramentas que acompanham o acessório.

Embora o visual geral do dispositivo lembre bastante o design do controle-padrão do Xbox 360, há algumas diferenças notáveis: além de contar com um acabamento com linhas mais retas, o dispositivo da Razer apresenta um pequeno painel OLED em sua parte inferior. Outra novidade fica por conta da inclusão de um par de “gatilhos” na parte traseira do acessório, cada um deles atuando como dois botões complementares.

Apesar de manter os botões mecânicos vistos no Onza, que garantem uma resposta mais rápida a comandos feitos durante um game, o acessório abandona as pequenas rodas que permitiam ajustar a sensibilidade dos direcionais analógicos. Agora esse processo é feito de maneira digital, sem que haja diferença tátil na maneira como o controle responde às ações do jogador.

Razer Onza e Razer Sabertooth Elite

Uma das principais mudanças do Sabertooth em relação a seu antecessor ocorre em seus direcionais digitais, que passam a agir de maneira individual e aparecem de maneira mais espaçada. A consequência disso é um controle que se adapta bem a jogos de luta, gênero que costuma apresentar alguns problemas com gamepads convencionais (sendo que um dos casos mais graves nesse sentido ocorre justamente com o controle do Xbox 360).

Botões reprogramáveis pouco úteis

Assim como acontece no Razer Onza, o Sabertooth permite que você atribua aos botões extras do gamepad funções pré-programadas. Embora torne esse processo mais simples do que no passado graças à sua pequena tela OLED, que indica com precisão as mudanças que estão sendo realizadas, o dispositivo mantém limitações que impedem explorar todo o potencial dessa característica.

Como todas as configurações são feitas interagindo diretamente com o gamepad, na prática isso significa que os botões extras do dispositivo simplesmente replicam as funções feitas por botões pré-existentes. Ou seja, a não ser que você realmente precise que o botão B esteja localizado em um gatilho, dificilmente verá a necessidade de usar o sistema de personalização — limitação que poderia ser resolvida facilmente, ao menos no PC, com o auxílio do software Synapse (que a fabricante usa para permitir mudanças nas funções de seus mouses e teclados).

O único momento em que sentimos que a adição de botões adicionais se mostra interessante é em jogos FPS, no qual o posicionamento dos gatilhos traseiros se mostra bastante cômoda (feitas as devidas personalizações de comandos). Felizmente, essa peça pode ser removida facilmente, permitindo que você use o controle em uma configuração mais próxima àquela oferecida pela opção-padrão do Xbox 360.

Hora do jogo

Para descobrir o que o Razer Sabertooth tem a oferecer, não basta observar as características técnicas do controle: é preciso jogar. Felizmente, nesse sentido o dispositivo se mostra bastante competente, respeitado o curto período de adaptação necessário para se acostumar com o posicionamento ligeiramente diferente dos botões em relação ao controle oficial produzido pela Microsoft.

Durante nossos testes, o controle se mostrou uma opção confiável para jogar com conforto títulos tão díspares quanto Dark Souls 2, Child of Light, Kingdoms of Amalur: Reckoning, The Bureau: XCOM Declassified, FIFA 14 e The King of Fighters XIII. Realizadas as devidas configurações, os gatilhos traseiros se mostraram um bom substituto aos botões L2 e R2, permitindo acessar as funções associadas a eles sem que fosse tirar os dedos de seu lugar de repouso.

O único problema detectado foi durante The King of Fighters XIII e está relacionado ao direcional digital do gamepad. Embora os botões separados (semelhantes aos vistos no PlayStation 3) estejam muito à frente em matéria de qualidade quando comparados à disposição-padrão do Xbox 360, eles ainda não se mostram ideias para jogos do tipo, pois não possuem a mesma precisão de um controle arcade (como o Razer Atrox) na hora de realizar comandos especiais.

Vale a pena?

Custando em média R$ 450 no Brasil, quase quatro vezes mais do que é cobrado pelo controle convencional do Xbox 360 (versão com fio), o Sabertooth definitivamente não é um controle para qualquer pessoa. Embora o dispositivo seja melhor do que a opção-padrão da Microsoft, a diferença de preço entre as duas versões torna difícil optar pelo produto da Razer, mesmo com a qualidade que o produto apresenta.

Infelizmente, nosso período de testes foi limitado, o que nos impede de detectar se o dispositivo sofre com os mesmos problemas de durabilidade do Onza — ao menos em uma análise superficial, aparentemente este não é o caso. Caso algo negativo nesse sentido ocorra, atualizaremos esta análise em um momento futuro para refletir a situação.

Embora as qualidades do Razer Sabertooth sejam claras para usuários hardcores e profissionais dedicados a games competitivos, o preço cobrado no Brasil torna difícil justificar o investimento necessário para adquiri-lo por meios oficiais. Assim, seria interessante se a Razer decidisse abandonar o painel OLED e os botões configuráveis de forma a criar um dispositivo menos personalizável, mas que se encaixasse melhor no orçamento dos jogadores.

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