Conhecida pela sua série de acessórios voltados a jogos eletrônicos, a Razer costuma se aliar a produtoras de estúdios para lançar diversas edições especiais de seus produtos. Normalmente, isso envolve simplesmente adicionar um visual novo a algum dispositivo conhecido, sem que isso represente qualquer alteração em suas funcionalidades básicas.

Com o headset Blackshark, a produtora decidiu seguir um caminho ligeiramente diferente: lançado em parceria com a Electronic Arts para promover o game Battlefield 3, o dispositivo logo ganhou uma versão “normal” e foi incorporado ao catálogo fixo da fabricante deixando de lado sua ligação com o FPS.

Levando em consideração esse histórico, não surge como surpresa o fato de ambas as companhias terem retomado a parceria assim que Battlefield 4 chegou às lojas. O resultado é um headset que mantém as mesmas características do passado, se diferenciando por trazer itens exclusivos aos jogadores e pelo seu visual modificado.

Especificações técnicas

  • Tipo: headset
  • Driver: fechado, 40 milímetros
  • Cancelamento de ruídos: não
  • Sensibilidade: 105 dB
  • Resposta de frequência: 20 Hz a 29 KHz
  • Impedância: 29 ohms
  • Tipo de conector: 3,5 mm
  • Controlador de volume: não
  • Peso: 290 gramas
  • Comprimento do cabo: 1,3 metro
  • Extras: extensor com divisão de sinal

Microfone

  • Resposta de frequência: 50 Hz a 16 KHz
  • Relação sinal-ruído: 50 dB
  • Sensibilidade @ 1 KHz: -37 dB +/- 4 dB
  • Tipo: unidirecional

Design

Dentro da linha de headsets da Razer, o Blackshark é o produto que possui o visual mais distinto e fácil de identificar. Tudo isso se deve à decisão da fabricante de apostar em um produto que possui um visual e uma sensação tátil que emulam o tipo de equipamento normalmente usado por pilotos de helicópteros.

Essa decisão resulta em um produto que chama a atenção pela presença de cabos expostos e de um microfone bastante chamativo. As influências de Battlefield 4 são notadas tanto no acabamento plástico das saídas de som quanto no revestimento em couro presente na tiara do acessório, que apresenta o nome do jogo em sua parte superior.

Com exceção da parte mencionada, o dispositivo possui acabamento feito totalmente em metal e apresenta saídas de som revestidas por couro sintético e uma espuma que se molda à cabeça do usuário. Um ponto que se diferencia positivamente no produto em relação a outras opções disponíveis no mercado está no fato de que seu microfone pode ser removido facilmente — para não deixar um “buraco” no lugar em que ele se conecta, a Razer oferece uma pequena tampa para essa área.

O cabo de 1,3 metro acoplado ao acessório possui somente um conector de 3,5 milímetros, o que restringe o produto a funcionar somente como um fone de ouvido. Caso você deseje acionar o microfone, vai ser preciso recorrer ao extensor que acompanha o produto, responsável por fazer a divisão entre áudio e voz.

Qualidade sonora e conforto

Apesar de a qualidade geral do Razer Blackshark se provar alta em nossos testes, fica evidente o fato de que o produto foi pensando especificamente para jogos eletrônicos. Isso se deve à tendência que o dispositivo apresenta de valorizar tons graves, deixando médios e agudos um tanto quanto apagados.

Isso significa que, embora o produto faça um trabalho ótimo de inserir o jogador em games de ação como o próprio Battlefield 4, ele não é exatamente uma boa solução para quem simplesmente deseja escutar músicas com alta qualidade. Mesmo que o produto desempenhe essa função de maneira adequada, não é uma opção indicada para quem preza pela reprodução fiel de gravações.

O dispositivo também peca um pouco a apostar somente em um sistema 2.0, enquanto opções semelhantes dispõem da configuração 5.1 (mesmo que virtual). Ainda que isso possa ser contornado até determinado ponto com auxílio do software Razer Surround (que emula o funcionamento de um sistema surround), é difícil entender por que a fabricante optou por essa característica.

Um dos pontos nos quais o headset brilha é em seu isolamento sonoro: envolvendo totalmente as orelhas do usuário, as saídas de som cumprem bem o papel de barrar qualquer ruído exterior sem que você adote um volume de reprodução muito intenso. Da mesma forma, embora o design do fone faça com que um pouco do que você está ouvindo “vaze” para o ambiente ao redor, será preciso escutar algo a uma intensidade muito alta para isso gerar incômodos em outras pessoas.

O Razer Blackshark se provou um dos acessórios de sua categoria mais confortáveis a já passarem pela redação do TecMundo. Embora fique fixado de maneira firme na cabeça do usuário, o acessório exerce uma quantidade de pressão que não incomoda mesmo após longas sessões de jogatina ou algumas horas escutando músicas.

O headset também se prova surpreendentemente leve, o que contribui para que você não deseje tirá-lo da cabeça em nenhum instante. No entanto, dependendo das condições do ambiente, o acabamento em couro pode se aquecer rapidamente, o que diminui um pouco o conforto proporcionado pelo acessório.

Vale a pena?

Agora que você já tem uma ideia geral do que esperar em relação ao Razer Blackshark Battlefield 4 Collector’s Edition, resta mencionar aquele que sem dúvida é o grande problema do dispositivo: o preço. Em uma pesquisa realizada na internet, a versão especial do headset pode ser encontrada por preços que variam entre R$ 650 e R$ 800 — valor que não é exatamente acessível.

Embora isso diminua um pouco quando levamos em consideração o modelo convencional do acessório (sem as personalizações do FPS da Electronic Arts), ainda assim temos que pensar que estamos lidando com um produto bastante caro. Diante disso, é inevitável realizar comparações com outros produtos em uma faixa semelhante de preço, no que o Blackshark se mostra um tanto fraco.

Enquanto modelos semelhantes fabricados pela SteelSeries (como aqueles baseados em Diablo) podem ser encontrados por aproximadamente R$ 400 ou menos, opções mais robustas como o ASTRO Gaming A40 também se mostram mais acessíveis (R$ 530, em média), embora não exatamente baratas. Até mesmo produtos sem fio, como o Gold Wireless Headset da Sony, se mostram mais atrativos nesse sentido do que o periférico da Razer.

Dessa maneira, embora o Razer Blackshark Battlefield 4 Collector’s Edition possua seus méritos, o contexto no qual o produto está inserido depõe contra sua compra. Embora quem decida adquiri-lo não vá necessariamente se arrepender, será difícil não ficar com a sensação de que o dinheiro investido poderia ter sido usado para comprar um produto mais completo.

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