Uma espécie de folha artificial que pode ser utilizada como base para a produção de remédios e outros produtos químicos foi criada por cientistas holandeses da Universidade de Tecnologia de Eindhoven. O dispositivo funciona por meio da mesma lógica utilizada pelas plantas que produzem seu próprio alimento no processo de fotossíntese, aproveitando a luz solar para alimentar reações químicas.

Imagine a vantagem de se poder produzir remédio contra a malária no meio de uma floresta africana

O grande problema era que, até então, processos artificiais não conseguiam realizar reações químicas utilizando apenas a baixa energia da luz solar. Com esse passo à frente, agora diversas possibilidades se abrem para os cientistas, entre elas, a capacidade de fabricar medicamentos em praticamente qualquer lugar. Imagine a vantagem de se poder produzir remédio contra a malária no meio de uma floresta africana, onde pessoas podem morar a quilômetros do hospital mais próximo.

Fotossíntese de mentirinha

A folha artificial é capaz de capturar e armazenar energia solar através de moléculas especiais sensíveis à luz chamadas LSCs. Ela possui microcanais que simulam veias de silicone e, ao bobearmos líquidos através dessas passagens, suas moléculas entram em contato com a luz solar absorvida pelo LSC. Apenas assim essa energia absorvida é forte o suficiente para desencadear reações químicas.

O pesquisador-chefe do projeto, Dr. Timothy Noël, afirma: “O uso de um reator como esse faz com que seja possível fazer remédios em qualquer lugar, seja medicamentos contra malária na floresta ou paracetamol em Marte. Tudo de que você precisa é luz do Sol e essa minifábrica”.

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