Utilizar o smartphone ou tablet para acessar nossos sites favoritos ou ler uma notícia que tenha nos chamado a atenção é algo completamente corriqueiro atualmente. No entanto, ainda existem muitos endereços na internet que não possuem uma versão otimizada de seu conteúdo para dispositivos mobile.

Em alguns desses casos, o site em questão acaba desenvolvendo um aplicativo, que agrega muito mais funções e facilidade de uso do que seria possível na versão móvel do navegador, por exemplo. Mas de que forma esse produto deve ser apresentado para o usuário, sem que ele se incomode com a “intromissão”?

No momento em que alguém tentava acessar o site mobile do Google+, a empresa costumava utilizar um banner de tela inteira – que você confere abaixo – para informar que existe um aplicativo que faz a mesma coisa. Ali mesmo, naquela “página de interrupção”, já estava um botão para que a pessoa fosse redirecionada automaticamente e instalasse o app nativo da rede social da Google.

Os responsáveis pelo site mobile do Google+ resolveram analisar mais de perto a frequência de acesso ao portal, para ver o quanto a propaganda do aplicativo interferia na experiência dos usuários. Os resultados foram os seguintes:

  • Apenas 9% dos visitantes clicava no botão “Baixe o app”, sendo que uma boa parte deles já possuía o aplicativo ou não realizavam de fato o download;
  • Enquanto 69% dos usuários abandonava a página, sem nem prosseguir para o conteúdo do site e nem baixar o aplicativo.

Com esses dados em mãos, em julho do ano de 2014 os gerenciadores da página decidiram fazer um experimento, através da remoção da propaganda de página inteira, que foi substituída por um banner com a mesma função. A reação “da internet” foi praticamente instantânea. Em apenas um dia, o número de usuários ativos do site subiu por volta de 17%.

Apenas 9% dos visitantes clicava no botão “Baixe o app”, enquanto 69% abandonava a página

Em relação aos downloads do app, a alteração foi praticamente nula, com uma queda de apenas 2% no volume de instalações em aparelhos com iOS – não foram computados dispositivos Android pelo fato de a maioria deles já vir com o Google+ pré-instalado. Com isso em mente, a companhia decidiu eliminar de uma vez por todas qualquer propaganda de seus produtos que utilize páginas inteiras.

Segundo David Morell, engenheiro de software do Google+ que postou as informações acima, a Google decidiu compartilhar os resultados dessa pesquisa interna para encorajar outras empresas e desenvolvedoras a fazer o mesmo. Quanto menos obstáculos entre o usuário e a informação, mais fluida se torna a sua experiência mobile.

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