Logo TecMundo
Produto

Lojas rivais poderão usar catálogo da Play Store, mas só se pagarem

A liberação do acesso ao catálogo é o desfecho de uma disputa judicial entre o Google e a Epic Games.

Avatar do(a) autor(a): Igor Almenara Carneiro

schedule16/07/2026, às 17:00

O Google concordou em permitir que lojas de apps alternativas acessem o catálogo de aplicativos da Play Store. A mudança começa a valer na quarta-feira (22) exclusivamente nos Estados Unidos.

"A partir de 22 de julho de 2026, sujeitas aos termos aqui estabelecidos e aos desta página, lojas de aplicativos Android de terceiros estabelecidas nos EUA poderão acessar o catálogo de aplicativos da Play Store", descreve o Google em uma página de suporte.

smart_display

Nossos vídeos em destaque

O nome da solução é "Play Catalog Access Program" ("Programa de Acesso ao Play Catalog", em tradução livre).

Os aplicativos existentes no catálogo da Play Store ainda serão distribuídos por meio do Google Play e com os mesmos termos aplicáveis a qualquer outro download feito na loja da companhia. Da mesma forma, as taxas de serviço associadas continuam sendo aplicadas aos apps distribuídos por canais alternativos.

Esse é mais um desfecho de uma briga judicial contra a Epic Games – neste caso, nos Estados Unidos. As partes concordaram com um acordo em novembro de 2025.

Além disso, em março, o Google também anunciou o programa "Registered App Stores" ("Lojas de Apps Registradas"), que facilitava o sideloading de lojas alternativas.

android-logo
O Google permitirá que outras lojas ofereçam apps disponíveis no catálogo da Play Store, mas só se pagarem. (Fonte: Alex Wong/Getty Images)

Com o acordo mais recente, o Google e a Epic Games encerram esta disputa judicial. "Concordamos com a Epic em retirar nosso pedido de modificação da liminar no tribunal dos EUA, em vez de prolongar esse processo que gera incerteza para o ecossistema", afirmou o porta-voz do Google, Dan Jackson, ao The Verge.

"Isso nos permite focar na implementação da evolução do nosso modelo de negócios global (anunciada recentemente) para oferecer mais opções de lojas de aplicativos, preços mais baixos e mais oportunidades para desenvolvedores e usuários", complementou.

Para acessar o catálogo de aplicativos da Play Store, as lojas deverão desembolsar US$ 5 mil (R$ 25.592, em conversão direta) para uma taxa de serviço inicial e mais US$ 5 mil anualmente para bancar a "análise de segurança e política".

As plataformas interessadas também deverão atender uma série de requisitos, como não distribuir apps do catálogo fora dos EUA, ter políticas de segurança claras e não discriminatórias e ter menos de 1% de tentativas de instalação de malware.

Android está ficando mais restritivo

Paralelamente, o Google também investe em mudanças nas políticas acerca de sideloading que devem tornar o Android mais fechado. Anunciada em agosto de 2025, a nova política exige a verificação de identidade até de desenvolvedores de aplicativos distribuídos fora da Play Store.

Neste caso, a mudança não afeta diretamente a Play Store, mas tem impacto relevante sobre a identidade do Android como um ecossistema mais aberto. Ainda será possível baixar apps de desenvolvedores não registrados, mas o processo demorará no mínimo 24 horas.

As alterações de políticas para o sideloading de apps não registrados estreiam em países como Brasil, Indonésia, Singapura e Tailândia. A verificação será obrigatória internacionalmente só em 2027.

Quer ficar por dentro das novidades do mundo da tecnologia? Acesse o TecMundo e acompanhe as últimas notícias sobre Google, Android e mercado de aplicativos.