Consumidores interessados em comprar no lançamento o primeiro iPhone dobrável, programado para sair neste ano, podem ficar frustrados. Segundo um analista, o modelo terá poucas unidades disponíveis nos primeiros meses e pode esgotar rapidamente em vários mercados.
A aposta é de Ming-Chi Kuo, que diz ter consultado fontes de várias etapas de produção na indústria em um novo relatório. Para ele, o dispositivo até agora chamado de iPhone Ultra só deve ter o estoque normalizado no fim deste ano, meses depois de chegar oficialmente às lojas.
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- Especificamente, a projeção é de que algo em torno de 500 mil até 1 milhão de unidades estejam montadas para o lançamento, estimado para o terceiro trimestre de 2026;
- Para efeitos de comparação a dupla iPhone 18 Pro e Pro Max deve contar com até 22 milhões de unidades finalizadas no mesmo trimestre, em especial pela alta demanda dos modelos premium da marca recentemente;
- Só no final do ano é que por volta de 7 milhões de unidades do aparelho dobrável estarão prontas, o que deve aumentar de forma considerável os envios do aparelho para consumidores.
O principal motivo para a redução no número de dispositivos prontos para as lojas é a dificuldade na fabricação: muitos dos elementos técnicos do modelo são novos e os processos são bastante específicos, o que gera um tempo de adaptação por parte das fornecedoras até que o processo seja acelerado.
Kuo compara a situação com outro smartphone de edição especial apresentado pela Maçã anos antes: o iPhone X, de 2017, que teve uma pré-venda estendida e mais distante do anúncio oficial do aparelho.
O que já sabemos do iPhone dobrável?
A expectativa é de que a Maçã apresente o seu primeiro celular dobrável em setembro deste ano, na conferência tradicional de revelação dos novos iPhones ao público. Por meio de vazamentos e rumores, já é possível cravar algumas poucas informações sobre o dispositivo.
O aparelho terá um design "compacto e quadrado", com um painel de 7,6 polegadas ao ser inteiramente aberto e cerca de 5,4 polegadas quando fechado. Ele contará com uma tecnologia chamada Liquid Metal na dobradiça, que garante resistência ao uso diário do movimento repetitivo de abrir e fechar.
E apesar de não ser o foco ou o destaque o modelo, ele terá duas câmeras traseiras de 48 MP cada, talvez pareando a qualidade de fotos e vídeos com o iPhone 17 base. Até o iOS 27, que é a versão do sistema operacional da empresa que será lançado com o dobrável, já tem alguns indícios no código de que está preparado para lidar com interfaces nesse novo formato.
Segundo Kuo, apesar do estoque baixo e do preço previsto em torno dos US$ 2,3 mil (quase R$ 12 mil em conversão direta de moeda), a demanda do iPhone dobrável será alta, ao menos nos primeiros meses de vendas.
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