A Qualcomm anunciou, na última quarta-feira (24), a chegada do seu primeiro chip totalmente direcionado para data centers de inteligência artificial, o Dragonfly C1000. Com cerca de 250 núcleos em sua arquitetura, o anúncio promete um desempenho vigoroso para essa tecnologia, descrita como duas vezes melhor em determinados cenários que alguns rivais no segmento.
Sobre os aspectos técnicos, o Dragonfly C1000 foi desenvolvido em uma arquitetura de núcleos Oryon. Ao pé da letra, esse é o mesmo tipo de núcleo encontrado nos chips Snapdragon topo de linha que aparecem em smartphones, mas com as devidas proporções, dado o uso distinto.
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Esse processador oferece um formato de múltiplos chiplets, ou seja, uma abordagem modularizada, como se fossem blocos com funcionalidades distintas. O bloco de processamento primário deve receber algo em torno de 250 núcleos e foca em oferecer forte desempenho e muita escalabilidade para as empresas.
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Vale mencionar que esses núcleos vão rodar com frequências acima dos 5 GHz, então um dos grandes focos é certamente na performance. A Qualcomm explicita que o Dragonfly C1000 foi pensado para fluxos de trabalho relacionados com inteligência artificial agêntica, mas também servirá outros tipos de trabalho mais generalizados.
Mais performance por menos watts?
Por mais que o foco inicial de todo grande chip para o desenvolvimento de modelos de IA esteja no desempenho bruto, a eficiência energética sempre pede passagem. Para a Qualcomm, o Dragonfly C1000 será cerca de duas vezes superior em performance por watt em comparação a algumas soluções existentes.
A companhia não divulgou benchmarks internos e nem citou nominalmente quais seriam esses concorrentes, infelizmente. Mesmo assim, vale reportar que essa tecnologia já será compatível com o protocolo PCIe Gen 7 com conectividade de até 2 TB. O modelo terá suporte para aceleradores de IA de última geração.
Um detalhe inédito é a existência da tecnologia HBC, criada para esse tipo de aplicação pela fabricante. O HBC é uma arquitetura de memória de alto nível que combina esse componente com o design de chiplets do Dragonfly, empilhado em 3D. O intuito é reduzir os gargalos que afetam o setor de memória no mundo.
Com o anúncio desse poderoso chip, as ações da Qualcomm subiram 15% na última quarta-feira. Um dos motivos para isso foi a revelação que a receita não relacionada ao mundo dos smartphones será de US$ 40 bilhões (cerca de R$ 200 bilhões). A previsão anterior apontava quase metade desse valor.
O Dragonfly C1000 chegará ao mercado somente no segundo trimestre de 2028 e terá a Meta como uma das suas primeiras utilizadoras, mantendo a duradoura parceria entre ambas.
Por falar na Meta, a gigante de Zuckerberg ainda não enviou seus modelos de IA para serem revisados pelo governo dos Estados Unidos. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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