Anunciado há pouco mais de um ano, a tecnologia de Neural Super Sampling (NSS) da Arm voltou ao radar com o jogo Neural Dawn. Mais detalhes sobre a tecnologia que “imita” o DLSS para smartphones foram revelados durante uma entrevista dos desenvolvedores da Arm ao site Android Central e empolgam bastante.
O Diretor de Estratégia do Ecossistema de Desenvolvedores na Arm, Peter Hodges, explica que esse tipo de tecnologia reduzirá os custos gerais de renderização, permitindo oferecer jogos com fidelidade visual muito melhor em celulares. Apesar disso, a popularização dessa tecnologia no segmento mobile ainda engatinha.
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Em Neural Dawn, os desenvolvedores também trabalham com uma tecnologia de iluminação dinâmica, a MegaLights da Unreal Engine 5.5. A técnica permite inserir centenas de luzes dinâmicas nas cenas para retirar sombras falsas. Para isso, também é aplicada uma técnica de remoção de ruídos para acabar com a granulação desses pontos luminosos.
Similar ao Deep Learning Super Sampling (DLSS), esse NSS trabalha como uma técnica de upscaling de imagem para games. Em outras palavras, ele reduz a imagem original para uma resolução mais baixa e depois reconstrói os pixels com inteligência artificial (IA), filtros e algoritmos para uma resolução mais alta.
Como funciona o NSS da Arm?
É como se o NSS pegasse esse jogo Neural Dawn em resolução 1080p e fizesse uma redução para 720p. Depois, com a ajuda da IA, a tecnologia traria a resolução de volta ao 1080p, mas com melhor qualidade e, acima de tudo, maior taxa de quadros aos usuários, pois tecnicamente a resolução base é 720p, que consome menos recursos do celular.
Por mais que a melhoria na quantidade de FPS seja o grande chamariz de upscalers como o NSS, a melhoria na imagem também representa um ponto importante. A inteligência artificial consegue muitas vezes superar a qualidade de imagem original, trazendo texturas mais nítidas e bordas menos serrilhadas.
O motivo para a inserção de uma tecnologia como o NSS nos celulares é simples: a limitação técnica. Embora os smartphones sejam muito melhores do que vários modelos da década passada, há um problema físico nesses aparelhos que dificulta a evolução acelerada, como acontece nos PCs.
Smartphones são pequenos aparelhos com chips minúsculos por dentro e que usam placas de vídeo integradas nos processadores. O tamanho reduzido desses chips e o aquecimento alto torna complicada a criação de componentes mais potentes para os aparelhos. Apesar disso, celulares como os Galaxy S26 e Xiaomi 17 são ótimos para gamers.
No entanto, assim como no mundo dos computadores, nem todo hardware é igualmente bom. Tecnologias de upscaling para melhorar a taxa de quadros são muito bem-vindas em dispositivos de entrada e intermediários, que têm menos capacidade e potência para rodar os games.
Neural Dawn deve ser lançado para smartphone no quarto trimestre deste ano e a expectativa é que o Neural Super Sampling da Arm faça sua estreia até lá. Contudo, essa tecnologia será compatível somente com smartphones que possuam placas de vídeo integradas da Mali, pois essas possuem aceleradores neurais dedicados.
Por falar em novas tecnologias, analistas da indústria indicam que a venda dos PCs com o superchip RTX Spark da Nvidia não deve superar modelos convencionais. Siga o TecMundo no X, Instagram, Facebook e YouTube e assine a nossa newsletter para receber as principais notícias e análises diretamente no seu e-mail.
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