Ainda envolto em mistério, o Google anunciou os novos Googlebooks, sua nova família de notebooks com sistema operacional inédito. Embora não tenha revelado muito sobre as especificações, a Qualcomm, a MediaTek e a Intel confirmaram que fornecerão processadores para esses dispositivos.
A lista de fabricantes sugere que a nova família contará com componentes de arquitetura x64 — presente em computadores tradicionais — e ARM, conhecida por equipar celulares e notebooks modernos.
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Nenhuma das fabricantes anunciou quais componentes específicos estarão presentes nos Googlebooks. Nos posts em que anunciavam a colaboração com o Google, a Qualcomm e a Intel incluíram um link para uma página oficial da empresa que, no momento da elaboração desta matéria, exibe apenas um teaser vago sobre os computadores.
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As publicações das marcas têm características em comum:
- Ambas mencionam que o lançamento dos dispositivos acontecerá no outono do hemisfério norte — entre setembro e novembro deste ano;
- As marcas ressaltam que será uma linha de dispositivos "Premium", poderosos e desenvolvidos para "inteligência" — provavelmente uma alusão ao processamento de inteligência artificial.
Essas informações, no entanto, já haviam sido mencionadas pelo Google durante o anúncio no The Android Show desta semana.
A confirmação da parceria com a MediaTek não veio das redes sociais, mas de uma entrevista ao site Chrome Unboxed. O vice-presidente de gerenciamento de produtos do Google, John Maletis, revelou a colaboração com a marca sem fornecer detalhes adicionais.
Sistema operacional misterioso
O possível suporte a processadores com arquitetura x64 sugere que o sistema operacional do Google pode ser compatível com computadores convencionais — e não restrito a dispositivos ARM. Dependendo da estratégia de distribuição, isso poderia permitir a experimentação do sistema em PCs comuns.
De acordo com o Google, o novo sistema operacional não foi construído do zero, mas seria uma combinação. “O Googlebook representará uma nova categoria de notebooks que integra o moderno Android OS à base e velocidade do Chrome OS”, disse um porta-voz. A plataforma poderá rodar apps mobile de forma nativa.
Detalhes como estrutura, memória, dimensões de tela, e estratégia de mercado (preço, público-alvo e mercados prioritários) ainda não foram revelados. Mais informações devem ser divulgadas no Google I/O, marcado para a semana que vem.
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